O Ibovespa, principal indicador da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), inverteu a tendência e recua 0,31%, aos 52.270 pontos, nesta terça-feira. O volume financeiro é de R$ 1,11 bilhão. O dólar comercial é negociado a R$ 1,970 para venda, em alta de 1,33%, em seu maior nível desde 15 de maio deste ano. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marca 192 pontos, com acréscimo de 1% sobre a pontuação final de segunda-feira.
Não durou muito a tentativa de recuperação dos mercados, em meio à incerteza predominante sobre o tamanho dos prejuízos do sistema financeiro com os créditos imobiliários subprime (empréstimos de risco) dos EUA. A oferta de centenas de bilhões de dólares no mercado bancário, pelas principais autoridades monetárias do planeta, ainda não é suficiente para acalmar os ânimos, em mais um dia volátil nas Bolsas mundiais.
Pela manhã, investidores repercutiram bem a inflação norte-americana no atacado. O chamado núcleo do indicador, que exclui os preços mais voláteis do cálculo geral, foi de 0,1% em julho, abaixo do esperado (0,2%). Os indicadores de preços ganham importância ainda maior em um momento que economistas buscam pistas sobre as chances do Federal Reserve (banco central dos EUA) cortar os juros básicos ainda neste ano. E a notícia que estragou o humor do mercado também veio dos EUA. A gigante do varejo mundial, a americana Wal-Mart, rebaixou sua expectativa de lucros para este ano, apontando para uma desaceleração do consumo.