Com uma reviravolta de última hora, a Bolsa de Valores de São Paulo descolou da tendência negativa de Wall Street e fechou no azul.
O Ibovespa, índice com as 66 ações mais negociadas, subiu 1,32%, para 37.261 pontos. No pior momento do dia, o indicador chegou a desabar 3,5%.
Tudo aconteceu numa sessão de giro financeiro enxuto, apenas 3,35 bilhões de reais, o menor em duas semanas, devido à comemoração do Dia dos Veteranos nos Estados Unidos, que fechou os mercados com títulos da dívida e diminuiu a liquidez dos demais segmentos.
Durante quase todo o pregão, os investidores buscaram referência nas bolsas norte-americanas, onde os principais índices afundavam, com os investidores reagindo a persistentes mostras de que a economia mundial está entrando em recessão.
No final, porém, a bolsa paulista ganhou rumo próprio, prevalecendo os efeitos de notícias de companhias domésticas.
- Os resultados de empresas aqui têm sido bons, o que é favorável para o desempenho do índice - disse Carlos Alberto Ribeiro, diretor da Novação Distribuidora.
Um dos destaques foi Vivo, com valorização de 7,7%, a 23,70 reais. A operadora de telefonia móvel reportou um lucro líquido de 129,8 milhões de reais no terceiro trimestre. O banco Morgan Stanley reiterou recomendação de compra para as ações.
Fabricantes de aço tiveram um dia de recuperação, puxadas por Gerdau, com avanço de 6,3%, para 14,85 reais. BM&F Bovespa, que divulga seus resultados trimestrais nesta noite, subiu 5,4%, a 5,68 reais.
Do lado contrário, Petrobras cedeu 0,17%, para 23,91 reais, influenciada pela queda no preço do barril do petróleo para o menor nível em 20 meses, que ofuscou a expectativa de bons resultados da companhia no trimestre.
O setor aéreo foi um dos de pior desempenho no índice, depois da divulgação de que o segmento registrou em outubro queda de 3,9% no tráfego de passageiros. TAM, a pior do dia, perdeu 6,1%, para 19 reais.