A Bovespa está à espreita de um novo recorde de pontos, como prevêem analistas financeiros. A bolsa operava em alta nesta terça-feira, após dois dias de baixa.
- A bolsa está recuperando um pouquinho hoje. Acho que a política não muda nada aqui dentro e os dados que estão saindo lá fora estão mostrando que a inflação (nos Estados Unidos) está começando a arrefecer... e que a desaceleração não é nada de grave - disse o diretor da corretora Ágora Senior, Álvaro Bandeira.
Às 15h28, o Ibovespa subia 0,67%, para 39.004 pontos. Para Bandeira, há grandes chances de superar os 40 mil pontos ainda esta semana. O patamar foi perdido em maio.
- As empresas brasileiras têm baixo nível de endividamento... múltiplos mais atraentes que em outros mercados. Acho que vai buscar rapidinho os 40 mil pontos - afirmou ele, que vê o Ibovespa ao redor dos 42 mil pontos no final do ano.
No caminho para quebrar essas resistências, o mercado encara ainda nesta sessão dados que trarão mais sinais sobre o comportamento da economia norte-americana, como o de confiança do consumidor, ao meio-dia de Brasília. Entre os destaques locais, o mercado repercutia o resultado apresentado pelo Itaú , o primeiro dentre os líderes do varejo bancário a divulgar o balanço do terceiro trimestre. O banco registrou um lucro líquido de apenas R$ 71 milhões, abatido pela aquisição das operações brasileiras do BankBoston.
Sem esse efeito, o lucro do Itaú foi de R$ 1,834 bilhão, ante R$ 1,352 bilhão no terceiro trimestre do ano passado.
As preferenciais do banco cediam 0,29%, para R$ 71,55, e figuravam entre as seis mais negociadas na carteira do Ibovespa, neste início de pregão, quando o giro total era de 335 milhões de reais.