A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em nível recorde, assinalando o bom-humor dos investidores nesta segunda-feira, animados com a cena externa e ainda comemorando a redução dos juros básicos da economia norte-americana. Logo nas primeiras horas de pregão, a Bolsa brasileira zerou as perdas acumuladas desde o início da crise dos créditos imobiliários dos EUA. Embora alguns analistas ouvidos pelo Correio do Brasil considerem prematura qualquer comemoração antecipada, os índices desse início de semana movimentaram o pregão.
O Ibovespa, índice que acompanha os preços das ações mais negociadas, valorizou-se em 0,78%, aos 58.250 pontos, elevando o volume financeiro até o patamar de R$ 1,36 bilhão, quando o recorde anterior, registrado no fechamento do pregão da última quinta-feira, atingiu a marca dos 58.124 pontos. Na opinião de analistas financeiros, as recentes altas têm sido apoiadas pelo retorno dos investidores estrangeiros ao pregão brasileiro. Durante o auge da crise, houve fuga de capitais, mas o saldo de investimentos estrangeiros na Bovespa ficou positivo em R$ 1,873 bilhão ao longo deste mês.
A crise do subprime, o mercado de crédito imobiliário norte-americano, derrubou as bolsas de valores no dia 24 de julho e seguiu perturbando o desenvolvimento das ações até a última quinta-feira, na Bovespa. No mercado de câmbio, o dólar comercial estabilizou-se a R$ 1,870 para venda. A taxa de risco-país marcava 171 pontos, com avanço de 0,58% sobre a pontuação final de sexta-feira.