Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2026

Bovespa reduz queda e dólar fecha no maior índice desde março

A Bolsa de Valores de São Paulo que chegou a registar durante a manhã de quinta-feira a pior queda do ano durante os negócios, conseguiu se recuperar no final de quinta-feira e terminou o pregão de forte volatilidade em queda de 2,58%, a 48.016 pontos. Ainda na tarde de quinta o dólar fechou na maior alta desde março, cotado a R$ 2,094, pressionado pela saída de investidores estrangeiros em meio à deterioração do ambiente financeiro internacional.(Leia Mais)

Quinta, 16 de Agosto de 2007 às 09:28, por: CdB

A Bolsa de Valores de São Paulo que chegou a registar durante a manhã de quinta-feira a pior queda do ano durante os negócios, conseguiu se recuperar no final de quinta-feira e terminou o pregão de forte volatilidade em queda de 2,58%, a 48.016 pontos. Ainda na tarde de quinta o dólar fechou na maior alta desde março, cotado a R$ 2,094, pressionado pela saída de investidores estrangeiros em meio à deterioração do ambiente financeiro internacional.

Às 14h10, o principal índice da bolsa paulista chegou a registrar queda de 8,33%, para 45.179 pontos, patamar em que estava no início de abril. Durante boa parte do dia, o  o Ibovespa ficou perto de novo recorde negativo no ano. Até agora, a maior queda de fechamento neste ano foi em 27 de fevereiro, quando o índice paulista caiu 6,6%.

Durante a manhã a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em queda . Às 11h55, a bolsa recuava 4,46%, para 47.085 pontos. No mesmo horário, o dólar era vendido a R$ 2,095, alta de 3,25%. A moeda norte-americana subiu 3,10%. Na máxima do dia, o dólar chegou a ser cotado a R$ 2,141 para venda, revertendo toda a queda acumulada em 2007.

O mercado atravessa uma nova etapa da crise global das Bolsas e reflete um estoque renovado de más notícias, seja de indicadores econômicos ruins dos EUA, seja de novas empresas às voltas com problemas de caixa, apontando uma crise de liquidez (de contração de crédito) nos sistemas financeiros.

Com a crise, a Bolsa recuou para o seu menor nível desde 11 de abril, quando os mercados mal se recuperavam das turbulências provocadas pelo efeito China. O volume financeiro está alto para o horário - R$ 2 bilhões - mostrando a corrida dos investidores para liquidar papéis.

Na Ásia, a Bolsa de Tóquio fechou com baixa de 2,03%, enquanto as principais Bolsas da Europa e dos EUA operam em território negativo.

A má notícia da vez é protagonizada pela empresa norte-americana Countrywide Financial, maior financiadora imobiliária dos EUA, que foi obrigada a tomar US$ 11,5 bilhões para se prevenir contra uma possível falta de crédito na praça. Ontem, o banco de investimentos Merrill Lynch já havia rebaixado sua recomendação para as ações da empresa.

Para piorar, a economia real também não serve de contraponto. Nesa quinta-feira, o Departamento do Comércio dos EUA informou que a construção de casas teve queda de 6,1% em julho, caindo para uma taxa anualizada de 1,38 milhão de unidades - uma redução de 20,9% em relação ao mesmo mês de 2006 e a mais baixa taxa desde janeiro de 1997.

A crise dos empréstimos hipotecários subprime (de segunda linha) parece vir numa crescente e ameaça contaminar o Brasil, em que pesem as declarações de autoridades e de uma parcela do mercado. Pelo menos, é o que sugere artigo publicado nesta quinta-feira no Financial Times, referência mundial sobre assuntos financeiros. O periodico britânico aponta que que uma parte dos investidores já começou a considerar os ativos brasileiros "mais arriscados do que eles pensavam".

Na quarta-feira, o preisdente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as reservas internacionais do país são um motivo para 'ficar tranqüilo'. Ele também negou que as turbulências provocadas pela crise das hipotecas do mercado imobiliário norte-americano contagiem a economia brasileira.

Uma parte do mercado brasileiro também espera que os fundamentos econômicos do país concorram para que os grandes investidores globais separem "o joio do trigo", isto é, considerem o Brasil como um lugar menos arriscado para manter ou aplicar recursos na comparação com o restante das economias emergentes.
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