Rio de Janeiro, 20 de Fevereiro de 2026

Bovespa marca novo recorde e dólar cai abaixo dos níveis de 2000

Quinta, 27 de Setembro de 2007 às 10:10, por: CdB

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) marcou um recorde histórico nesta quinta-feira. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa, valorizava 1,04%, aos 60.335 pontos, as 11h32 e, nesta quarta-feira, a Bovespa bateu o seu terceiro recorde consecutivo e o 35º do ano, com uma alta de 1,46% no fechamento do pregão. Segundo analistas de mercado, o Ibovespa deverá chegar a 62 mil ou 65 mil pontos até o fim do ano. Na direção oposta, o dólar comercial era negociado a R$ 1,838 para venda, em baixa de 0,54%.

A volta dos bons ventos às bolsas de valores nos últimos dias foi provocado pela redução dos juros norte-americanos pelo Federal Reserve (o banco central dos EUA). A autoridade monetária sinalizou, ao mesmo tempo, preocupação com os problemas no setor imobiliário mas também "disposição" em evitar uma recessão na maior economia do planeta. Analistas e investidores acreditam que o Fed deverá voltar a cortar juros em sua próxima reunião, agendada para o final de outubro, e essa tese foi reforçada com a divulgação, por parte do Departamento de Comércio dos EUA, de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA a uma taxa de 3,8% no segundo trimestre, abaixo das projeções de 4% de analistas do mercado.

Mercado cambial

A entrada de capitais no país em meio ao cenário externo positivo e as apostas no mercado futuro pela valorização do real levaram o dólar ao menor nível desde 2000 nesta quinta-feira.Às 10h20, a moeda norte-americana recuava 0,32%, para R$ 1,841. Na mínima do dia, a divisa chegou a ser negociada a R$ 1,838, menor nível desde setembro de 2000.

A queda do dólar era determinada pelo ingresso de recursos no país, que segue em meio à tranquilidade no exterior. As bolsas européias operavam em alta, e os índices futuros em Nova York apontavam para abertura positiva em Wall Street.

O fluxo cambial positivo, segundo analistas de mercado, tem se reforçado nas últimas sessões, acompanhando o alívio global após o corte de juro nos Estados Unidos na semana passada. Até o dia 19, porém, o país registrava saída líquida de dólares. Além disso, a sessão continua a assistir à disputa pela formação da última Ptax (taxa média do dólar) do mês, que será definida na sexta-feira. A taxa, calculada pelo Banco Central, é usada para a liquidação de contratos futuros em vencimento e também como referência para os ajustes dos contratos de swap.

Tags:
Edições digital e impressa