Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Bovespa copia rali final de Wall Street e fecha no azul

Terça, 16 de Setembro de 2008 às 15:56, por: CdB

No encalço da recuperação de última hora em Wall Street, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou a terça-feira em alta, depois de ter mergulhado para as mínimas em 17 meses durante o pregão.

O Ibovespa encerrou com valorização de 1,68%, aos 49.228 pontos. No pior momento, o índice chegou a cair 4,45%.

A volatilidade calibrou o giro financeiro, que atingiu 6,47 bilhões de reais, o maior em sessões regulares desde o final de julho.

O noticiário sobre o panorama norte-americano foi intenso.

Pela manhã, as ações da seguradora AIG chegaram a cair mais de 60%, com o mercado temendo a insolvência da companhia. Em outra frente, o Goldman Sachs reportou queda de 70 por cento no lucro do terceiro trimestre. No meio da tarde, o Federal Reserve manteve o juro norte-americano em 2,0% ao ano, contrariando previsões de muitos analistas que apontavam um corte.

- Mas, no final da tarde, acabou prevalecendo a avaliação de que se o Fed fez isso é porque se considera mais capaz de contornar a situação - afirmou Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora.

Já nos minutos finais dos negócios, as bolsas passaram a repercutir rumores --não confirmados-- de que o governo norte-americano estaria preparando um pacote de ajuda à AIG.

Na Bovespa, o sobe-e-desce teve sempre como destaque as ações de empresas ligadas a commodities, as de maior liquidez.

Na cola de NY

Petrobras, que chegou a cair mais de 6%, fechou o dia entre as melhores do Ibovespa, com avanço de 5,03%, a 31,30 reais.

A queda do petróleo para o menor nível em sete meses não pesou sobre ações da Petrobras, mas acabou contribuindo para animar os papéis das companhias aéreas. Gol foi a melhor do índice, disparando 9,3%, a 17,10 reais.

Para profissionais do mercado, enquanto não houver sinais de dissipação da crise, a tendência é a Bovespa seguir a volatilidade de Wall Street cada vez mais de perto.

- Como ainda não é possível saber a extensão da crise, os investidores estão se guiando pelo desenrolar dos acontecimentos - disse Cristiano Souza, economista do banco ABN Amro Real.

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