Na contramão do pregão anterior, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou os negócios desta terça-feira com a previsão dos analistas de um pregão no qual os investidores investidores optam por vender ações após a Bolsa acumular ganhos em torno de 45% no ano. A euforia com as expectativas de recuperação global, que dominou os negócios na abertura da semana, também deve ser revista na mesma proporção em que mais números importantes das economias nos países ricos sejam divulgados. A taxa de câmbio cedia, no início das atividades, para R$ 1,94.
Nesta segunda-feira, os múltiplos sinais de recuperação da economia global aumentaram o apetite dos investidores por ações, movimento que levou a Bovespa ao seu melhor momento em nove meses nestas últimas horas. Fortalecido principalmente por ações de empresas de matéarias-primas, o Ibovespa subiu 2,42 %, aos 54.490 pontos, maior nível desde 1o de setembro. O giro financeiro da sessão passada foi de R$ 5,99 bilhões.
– O dia foi cheio de notícias melhores do que as expectativas. Não tinha como não subir – comentou, na manhã desta terça-feira, o diretor da Intrader Investimentos Edson Hydalgo Junior.
Antes mesmo do início do pregão, a divulgação de que a atividade industrial da China cresceu em maio pelo terceiro mês seguido já prometia outra sessão de ganhos, a despeito da série de advertências de analistas de que, após o Ibovespa ter subido 40 % no ano, um movimento mais forte de realização de lucro está cada vez mais próximo.
Outros índices animadores se sucederam, fazendo o mercado desprezar ainda mais o conservadorismo de analistas. Zona do euro e Grã-Bretanha reportaram um repique industrial em maio. Nos Estados Unidos, a contração da atividade industrial foi menor do que as expectativas no mês passado. E o governo informou que os gastos com construção tiveram a maior alta em oito meses e que a renda pessoal exibiu a maior alta em 11 meses em abril.
Os dados deram uma injeção de ânimo nos investidores, que também fizeram vistas grossas ao pedido de concordata feito pela montadora norte-americana General Motors. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones subiu 2,6 % e atingiu a maior pontuação desde janeiro.
O cheiro de recuperação da economia global se espalhou para os mercados de commodities, levando o preço do barril do petróleo ao maior patamar desde novembro. E as companhias domésticas ligadas a matérias-primas foram as que mais se beneficiaram desse ambiente. Dentre as blue chips, a ação preferencial da Vale avançou 4 %, para 33,79 reais. A preferencial da Petrobras ganhou 2,3 %, para 35,24 reais.
As siderúrgicas foram ainda mais longe. Gerdau teve valorização de 4,3 %, cotada a 21,50 reais. CSN teve alta de 4%, a R$ 50,45.