A Bolsa de Valores de São Paulo abriu em forte queda nesta sexta-feira, pressionada pelas novas reportagens apontando tráfico de influência no governo Lula. Às 11h17, o Ibovespa registrava baixa de 3,92%, aos 20.130 pontos. Também pressionado pela notícia de mais escândalos políticos divulgada nesta sexta-feira pelas revistas "Época" e "Veja", o dólar opera em forte alta e ultrapassou a casa dos R$ 3,00.
Dólar
Já nos primeiros negócios desta sexta-feira, o dólar comercial teve um repique de alta e ultrapassou o patamar de R$ 3,00. Às 10h, a moeda subia 1,68% perante o fechamento de ontem, cotado a R$ 3,00 na compra e a R$ 3,010 na venda. Às 11h, o dólar opera em alta de 1,21%, vendido a R$ 3,001.
Risco-país
Já o risco-país, índice que mede a confiança dos investidores internacionais na economia brasileira, registra alta de 4,41%, aos 589 pontos.
Cenário
A primeira semana da crise política provocada pelas denúncias contra Waldomiro Diniz causou sérios estragos no mercado brasileiro: do dia 12 até ontem, o risco-país subiu 18,25%, para 596 pontos, o maior desde 31 de outubro, enquanto a Bolsa recuou 9,16%, com o Índice Bovespa despencando para 20.950 pontos, o mais baixo desde 16 de dezembro. O câmbio tampouco foi poupado. No período, o dólar subiu 2,2%, para R$ 2,96, a maior cotação desde 3 de setembro.
Num clima de muito nervosismo, rumores tomaram conta das mesas de operações na quinta-feira. Os mais freqüentes apontavam para a possibilidade de que as revistas semanais trouxessem informações que poderiam comprometer diretamente o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, ou que indicassem que Waldomiro cometeu atos ilícitos durante o governo Lula - o que está na capa da Revista Época de hoje. Nesse cenário, os investidores trataram de vender títulos da dívida e ações brasileiras. O risco país, calculado com base em uma cesta de papéis da dívida, avançou 4,58% e o Ibovespa caiu 4,77% na quinta-feira.