Após merecidas férias, o colunista retomou o hábito de ir ao cinema e pôde ver um bocado de filmes (além da premiação do Oscar). Sobre isso serão as linhas abaixo.
Já no mês de janeiro foi possível assistir a quatro filmes que definitivamente vão estar entre os melhores do ano. São eles: Machuca, de Andrés Wood, Sideways, de Alexander Payne, O aviador, de Martin Scorsese e Menina de ouro, de Clint Eastwood.
Machuca é um belo filme, bem fotografado e com uma boa direção de atores. Apesar de ter sido visto na regular sala do Museu da República, a fita deixou claro que Wood é um dos maiores nomes do cinema chileno atual (ele dirigiu também A febre do loco, passado no Festival do Rio de 2003).
Sideways é obra-prima. Payne é ótimo roteirista e diretor, conseguiu um timing perfeito em Sideways, trazendo um humor fino e inteligente. É interessante ver o fair-play no trato dos personagens de seus filmes (vale uma revisão de Confissões sobre Schimidit e A eleição).
O aviador é filme de cinema, com ótima atuação de Leonardo Di Caprio (que na opinião desse colunista, deveria ser o vencedor do Oscar de Melhor Ator).
Menina de ouro é outro filmaço, apesar de ser o mais fraco dos quatro e ser bem inferior a Sobre meninos e lobos, filme anterior de Eastwood. O mais desagradável foi descobrir que um monte de jornal contou o final do filme em suas resenhas/ críticas.
Conclusão do dia (e com certo atraso)
E sobre o Oscar: Clint merecia ganhar muito mais por Sobre meninos e lobos do que por Menina de ouro. Mas como o Oscar só reconhece o erro na premiação seguinte, não duvidem que o próximo Oscar que Scorsese irá concorrer, ele irá ganhar. E, apostem, o filme será inferior a O aviador (por melhor que ele seja). É assim que parece funcionar.
Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026
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