Por menos de 24 horas, o Atlético Mineiro e o Goiás, que atuaram no sábado, se deliciaram com a liderança temporária do Campeonato Brasileiro de 2005, ambos na cota dos quatro pontos positivos. O Atlético/MG, ao se igualar, à Ponte Preta, em Campinas, 3 X 3. E o Goiás, ao meramente estacionar, em seus domínios, diante do São Caetano, e debaixo de vaias, apenas 0 X 0.
Sobraram, para o domingo, todos no degrau dos três pontos, e ao encalço dos seis, caso vencessem os seus duelos, o Santos, o Botafogo, o Fluminense e o Coritiba. O Santos e o Coritiba, aliás, em um confronto direto, realizado no, enfim, reinaugurado Estádio Couto Pereira, da "Capital das Araucárias", depois de uma longa e profunda reforma de mais de cinco meses.
O Coritiba e o Santos se desafiaram provenientes de situações bem diversas. O Coritiba, comandado por Antônio Lopes, o treinador mais longevo do torneio, um ano e dezesseis semanas no seu posto. O Santos, dirigido por Alexandre Tadeu Gallo, ainda inexperiente, e envolvido em uma polômica pública. Marcelo Teixeira, o presidente do "Peixe," havia criticado bastante o seu craque Robinho, por sonhar com uma breve transferência ao exterior.
O Santos, porém, não se abalou com a antiguidade de Antônio Lopes ou com o debate em relação a Robinho. Saíu atrás no placar, Marco Egídio. Mas, ainda na etapa inicial, mesmo com um homem a menos, expulso o seu volante Bóvio, pespegou 3 X 1 no Coritiba, dois de Fabiano e um de Robinho. Assimilou os 2 X 3. O Coritiba, no entanto, teve dois excluídos, Miranda e Ricardinho. E o Santos conseguiu prevalecer com os seus 3 X 2.
No Rio de Janeiro, de portões fechados, sem público, punido pela Justiça Desportiva, por causa de incidentes antigos, de 2004, o Botafogo hospedou um Corinthians necessitadíssimo de um triunfo. Aliás, o mesmo Corinthians que fora alvo do mau comportamento da torcida do Botafogo na temporada anterior.
O Corinthians que havia padecido, dias atrás, com a troca de socos, num treinamento, entre o argentino Tevez e o zagueiro Marquinhos. O cotejo ocorreu no Estádio Luso-Brasileiro da Portuguesa carioca, na Ilha do Governador, Baía de Guanabara, remodelado e, ironicamente, ampliado para 30.000 lugares. O veto à platéia sacrificou o Corinthians, também.
Inadvertidamente, alguns ônibus da Gaviões da Fiel se deslocaram até o Rio. Quem procurou a "Cidade Maravilhosa," turismo à parte, realizou um passeio inútil e se frustrou. O Corinthians pulou à frente, Gil, 1 X 0. Mas, sucumbiu a dois pênaltis convertidos por Alex Alves e a um tento de Ramón. Foi ridícula a performance de Tevez. Pior, o treinador Daniel Passarella desperdiçou uma invencibilidade de doze combates, nove sucessos e quatro empates.
Encastelados o Botafogo e o Santos na casa dos seis pontos, faltava terminar o prélio derradeiro da noite do domingo, entre o Fluminense e o Paysandu de Belém, o titubeante lanterninha do torneio, no Mangueirão do Pará. Deu Fluminense, 2 (ambos de Gabriel) X 1 (Róbson). E o Fluminense também se aboletou no limite máximo dos seis pontos. Os críticos e os especialistas não imaginavam que dois clubes do Rio atingissem o cume da qualificação.
Todos os resultados da segunda jornada do Brasileiro:
Ponte Preta (quatro pontos) X Atlético MG (quatro): 3 X 3
Goiás (quatro) X São Caetano (dois): 0 X 0
Palmeiras (quatro) X Brasiliense (um): 2 X 1
Vasco da Gama (dois) X Fortaleza (dois): 0 X 0
São Paulo (dois) X Paraná (um); 1 X 1
Botafogo (seis) X Corinthians (um): 3 X 1
Juventude (quatro) X Atlético Paranaense (zero): 1 X 0
Figueirense (zero) X Flamengo (quatro): 0 X 1
Cruzeiro (quatro) X Internacional (zero): 3 X 2
Coritiba (três) X Santos (seis): 2 X 3
Paysandu (zero) X Fluminense (seis): 1 X 2