Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

Bornhausen acusa ministro por compará-lo a Hitler

O senador Jorge Bornhausen (PFL - SC) afirmou nesta quinta-feira ser preciso continuar as investigações sobre os cartazes exibidos no último dia 25 em Brasília, no qual ele aparece como ditador nazista. Ele aponta o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, como possível autor intelectual dos cartazes. (Leia Mais)

Quinta, 27 de Outubro de 2005 às 13:17, por: CdB

O senador Jorge Bornhausen (PFL - SC) afirmou nesta quinta-feira ser preciso continuar as investigações sobre os cartazes exibidos no último dia 25 em Brasília, no qual ele aparece como ditador nazista. Segundo ele, três pessoas, até o momento, foram identificadas como autores: Marcos Wilson, que trabalha na liderança do PT na Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF), Avel de Alencar, funcionário do Serpro e diretor do Sindicato dos Profissionais de Processamento de Dados do DF, e o irmão dele, Avelmar de Alencar, seriam os responsáveis pelo manifesto.

Bornhausen duvidou que o funcionário do Serpro tenha arcado sozinho com os custos e por isso, afirmou que a Polícia Civil deve continuar investigando o fato. O senador apresentou ainda uma séria de datas que ligariam outras pessoas ao caso, incluindo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Segundo ele, no dia 22 de setembro Wilson manda o e-mail para Avel. No dia 2 de outubro, Avel paga para fazer os cartazes. No dia 06 do mesmo mês, os cartazes são entregues. No dia 09 deste mês, o presidente da CUT, João Felício, dá uma entrevista à revista Carta Capital onde faz denúncias contra Bornhausen.

De de acordo com o senador, no dia 20, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, faz uma declaração afirmando que Bornhausen tem saudades de Adolf Hitler. No dia 25, os cartazes são espalhados pela capital federal.

- Eu não posso dizer que sim nem que não, foi ele que citou o ditador nazi-fascista. Ele é que tem que se explicar - disse.

O senador disse que a Polícia Civil do DF encontrou um cheque no valor de R$ 1.060 que teria sido usado para pagar o serviço gráfico. Na avaliação de presidente nacional do PFL, Marco Wilson foi o autor da arte. Ele teria enviado um e-mail para Avel com duas opções para os cartazes, uma com moldura e outra sem. No e-mail, segundo Bornhausen, Wilson sugere que seja usada a opção com moldura porque demonstrava o senador do PFL mais autoritári

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