Não foi divulgada a causa da morte, mas Yeltsin tinha um histórico de doenças cardíacas.
Durante o período em que presidiu a Rússia (1992-1999), ele sofreu uma série de problemas de saúde.
Em 1996, passou por uma operação para colocar cinco pontes de safena.
Internações
Seu segundo mandato foi marcado por uma série de internações no hospital, sofrendo crises de pneumonia, bronquite e úlcera.
Eleito em 1991, Yeltsin foi o primeiro presidente da era pós-comunismo. Em agosto daquele ano, ele liderou a oposição em uma tentativa de golpe de Estado contra Mikhail Gorbachev. Ao final do ano, a União Soviética se desmantelava.
Mas a esperança de Yeltsin de criar uma Rússia forte e independente logo desmoronou. Planos econômicos nada populares e disputas parlamentares culminaram em medidas extremas.
Em outubro de 1993, Yeltsin mandou tanques militares russos dispararem contra o seu próprio Parlamento.
Yeltsin renunciou à Presidência russa em 31 de dezembro de 1999, seis meses antes do fim de seu cargo.
Biografia
Yeltsin sempre foi uma figura política polêmica. Em sua biografia, lançada em 2000, reconheceu que em alguns momentos de seu mandato agiu sob a influência do álcool e recordou uma situação constrangedora em Berlim, em 1994. No livro, ele conta que durante uma cerimônia com o então chanceler (premiê) alemão, Helmut Kohl, diz que "baixou a guarda e, depois de vários copos, sentiu que poderia fazer qualquer coisa, como reger a banda de música. À época, a cena transmitida por TV provocou risos no mundo inteiro.
Após deixar o governo, disse que preferia ficar vendo shows de Celine Dion e George Michael em DVD a voltar a trabalhar como político.
"Quem se aposenta tem de fazer sua escolha: se manter na vida pública, viajar, dar palestras, continuar a trabalhar ou devotar seu tempo a quem gosta", afirmou em 2000 ao jornal russo "Komsomolskaya Pravda". "Eu escolhi a segunda opção, mais coerente com meu momento."
Antecessor do atual presidente russo, Vladimir Putin, a quem ele havia designado como herdeiro político, Yeltsin ganhou popularidade durante seus oito anos de governo devido às suas promessas de combate à corrupção, sem conseguir, no entanto, manter o controle de grande parte de empresas estatais que foram progressivamente privatizadas.
Primeiro líder russo eleito democraticamente, durante seu mandato, a Rússia sofreu com problemas como o desemprego e a inflação. Ieltsin também levou o país a um conflito contra rebeldes separatistas na Tchetchênia, que culminou a expulsão dos russos.
Ele sofria de problemas cardíacos e renunciou à presidência em 1999, vários meses antes do fim oficial de seu mandato. Putin, que era seu primeiro-ministro, tornou-se presidente em exercício e foi eleito democraticamente para o cargo em 2000.