Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 2026

Bope terá novo uniforme para operações diurnas

Um novo uniforme está em estudo para ser usado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio em ações policiais diurnas em áreas de risco. A vestimenta, que será similar ao uniforme dos fuzileiros navais norte-americanos, também será usada pelas demais unidades especiais da Polícia Militar.

Quinta, 24 de Fevereiro de 2011 às 08:32, por: CdB
Um novo uniforme está em estudo para ser usado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio em ações policiais diurnas em áreas de risco. A vestimenta também será usada pelas demais unidades especiais da Polícia Militar. Similar ao uniforme dos fuzileiros navais norte-americanos, a sugestão - baseada no projeto final do subcomandante do Bope, tenente-coronel, Fábio Souza, para o Curso Superior de Polícia – apresenta características como menor absorção e retenção de calor, além de uma padronagem digitalizada que dificulta a interface com o olho humano. A proposta está sendo analisada pela Comissão de Uniformes da Polícia Militar. – O uniforme sugerido tem algumas características importantes como a mimetização do ambiente e a questão do calor. A cor preta absorve a luz solar, não refletindo os raios e com isso há retenção de calor. Em meu trabalho destaco que o uniforme preto do Bope acaba causando desidratação. Este fator conjugado aos cerca de 25 quilos de equipamentos transportados piora a situação. Já a camuflagem digitalizada produz uma espécie de disfarce, de ilusão de ótica. Portanto, a intenção do estudo é indicar a alteração do uniforme para operações diurnas. O uniforme preto continuaria sendo usado em operações noturnas –, explicou Souza. O tecido sugerido para ser utilizado pelo Bope em operações diurnas em áreas de risco é composto por 50% de algodão e 50% de poliamida. O material já é usado em uniformes das tropas americanas no Iraque e no Afeganistão. – Ele dura duas vezes mais, é mais confortável, é retardador de chamas, em caso de incêndio, e seca mais rápido se comparado a tecidos puros de algodão ou compostos de algodão e poliéster –. Segundo o subcomandante do Bope, tenente-coronel, Fábio Souza, autor do estudo ‘Desempenho Operacional do Uniforme de Combate Digitalizado nas Áreas de Risco do Rio de Janeiro’, componentes do Grupo de Atiradores de Precisão do Bope participaram de teste na comunidade Tavares Bastos, em Laranjeiras, para verificar três tipos de uniformes. A simulação indicou o camuflado digitalizado como sendo o de melhor resultado operacional.
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