Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, afirmou hoje (10) que os bombeiros que estão presos retornam imediatamente ao trabalho, na medida em que forem sendo libertados. “Voltam imediatamente. Assim que a vida voltar ao normal, vamos todos voltar às respectivas escalas de serviço”, disse em entrevista, no quartel central da corporação.
Simões garantiu que não haverá perseguições aos manifestantes. “Perseguição não é uma palavra adequada ao Corpo de Bombeiros. Nós vamos nos ater aos fatos, nada além disso. A palavra que eu tenho para a minha tropa é a de respeito. Nossa relação é de respeito mútuo. Perseguições do tipo transferência daqui para ali, de lá para cá, é evidente que não vai existir.”
Ele lembrou que os processos administrativos que os manifestantes responderão serão individualizados e frisou que os detentores de maiores patentes responderão de forma diferenciada. Entre as lideranças do movimento, estão um major, três capitães e um sargento. “Na estrutura militar quem tem as maiores patentes tem as maiores responsabilidades. Então, o ponto de partida é este. Não se pode pensar em uma punição coletiva”.
Simões avaliou que a crise se aproxima do final. “A crise acabou, do ponto de vista que a corporação volta à normalidade, que se tem um canal de comunicação aberto em todos os níveis, e as questões serão tratadas de uma maneira disciplinada”.
Edição: Rivadavia Severo