Continuaram as buscas às duas irmãs que desapareceram depois do naufrágio de uma lancha no Lago Paranoá, neste domingo e não vão cessar enquanto elas não forem encontradas, informou o comandante de Operações do Corpo de Bombeiros de Brasília, coronel Rogério Santos Soares. Segundo ele, a embarcação ainda não foi encontrada. O piloto e proprietário da lancha, José da Costa Rocha Junior, ajuda os bombeiros nas buscas.
O coronel disse ainda que o número de mergulhadores que trabalham nas buscas passou de 12 para 20. Ele informou que a profundidade da área onde o barco naufragou é de 25 metros e que os bombeiros têm equipamentos para fazer mergulhos em profundidades de até 40 metros. O barco afundou próximo ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, por volta das 3h30 de sábado, e os bombeiros foram acionados às 4h45.
– O sonar faz a varredura em quadrantes de 50 metros, mas depois temos que verificar o que é. A gente vai achá-las, mas o lago é gigante – afirmou o comandante.
Uma das pessoas que estavam no barco, Rita de Cássia Queiroz Lira, ainda está internada no Hospital Regional da Asa Norte. Ela é irmã das duas jovens desaparecidas e está com sinais de trauma psicológico. No momento do acidente, a lancha, que tinha capacidade para seis passageiros, estava com dez pessoas a bordo. Rocha Junior disse aos bombeiros que o barco afundou de repente. Os bombeiros constataram que ele estava com sinais de ingestão de álcool, mas não embriagado.