Bombeiros recolhem assinaturas para anistia de colegas presos
Um grupo de bombeiros passou a madrugada desta sexta-feira acampado ao lado do prédio da Assembleia Legislativa (Alerj), no Centro da cidade, para recolher assinaturas da população para abaixo-assinado em defesa de anistia administrativa e criminal aos manifestantes que foram presos após a invasão do quartel central da corporação.
Um grupo de bombeiros passou a madrugada desta sexta-feira acampado ao lado do prédio da Assembleia Legislativa (Alerj), no Centro da cidade, para recolher assinaturas da população para abaixo-assinado em defesa de anistia administrativa e criminal aos manifestantes que foram presos após a invasão do quartel central da corporação.
Dormindo em barracas e usando um fogão para cozinhar, eles também montaram tendas nas proximidades de vários quarteis dos bombeiros, inclusive no interior do Estado e na Baixada Fluminense.
O objetivo é reunir pelo menos 600 mil assinaturas e, depois da passeata pelo Aterro do Flamengo, prevista para o dia 26, seguir em caravana até o Congresso, em Brasília, como anunciou um dos líderes do movimento, cabo Benevenuto Daciolo. Todos os integrantes do movimento voltam a ocupar as escadarias da Alerj a partir das 14h.
Como não houve consenso entre o governador Sérgio Cabral (PMDB) e os deputados estaduais, que participam das negociações com o Executivo, os bombeiros decidiram pernoitar nas escadarias da Alerj e, caso não haja acordo para anistia dos militares denunciados pelo Ministério Público Estadual, os manifestantes vão ficar acampados no local até o próximo dia 26, quando irão a Brasília conversar com os deputados federais da bancada do Rio.
O cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo disse estar preocupado com a possível contratação de bombeiros temporários para substituir os colegas parados, e lamentou que o governo estadual não tenha o procurado os líderes do movimento para um acordo.
Segundo ele, os bombeiros estão recolhendo assinaturas da população em um abaixo-assinado a favor de anistia administrativa para os colegas acusados de invadirem o quartel central da corporação.
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