Os militares, que pedem por aumento salarial, denunciam novas prisões de bombeiros mobilizados
Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 14/09/2011, 11:29
Última atualização às 11:29
TweetSão Paulo - Um grupo de bombeiros militares está acampado em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) desde a noite da terça-feira (13), como parte das mobilizações por aumento salarial. Outro motivo do protesto é a prisão de dois militares durante a madrugada, após ato pacífico ao Palácio Guanabara, residência oficial do governador do estado, Sérgio Cabral (PMDB).
Segundo nota do grupo S.O.S. Bombeiros Guarda Vidas, o corregedor do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), coronel Marcos Tadeu, deu ordem de prisão aos militares cabo Dacciolo, um dos líderes do movimento dos bombeiros do Rio, e ao capitão Marchesini com ordens diretas de Cabral. O pedido era para que retirassem as barracas e faixas de frente do Palácio, caso contrário, os presentes seriam detidos por insubordinação.
Os militares estão encarceirados no Grupamento Especial Prisional (GEP). "Uma covardia foi feita e uma resposta será dada às prisões covardes e arbitrárias", diz a nota. A mobilização da categoria na Alerj ganhou força com o ocorrido, segundo eles.
A crise envolvendo a corporação começou no início de junho, quando cerca de 2 mil militares invadiram o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, no centro do Rio, e parte do grupo acabou presa.
No fim de junho, o governador do Rio, Sérgio Cabral, concedeu anistia administrativa ao grupo que foi detido e sancionou os projetos de lei que garantem a antecipação do reajuste de 5,58% e o uso de 30% do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros para gratificações.
Com informações da Agência Brasil