Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Bombeiros de Nova York resgatam pessoas presas nos elevadores

Quinta, 14 de Agosto de 2003 às 22:57, por: CdB

Na central dos bombeiros da Rua 52 a atividade era intensa na última quinta-feira, com uma brigada inteira encarregada de resgatar as pessoas que ficaram presas nos elevadores por causa do blecaute.

- Se não tem eletricidade, nada mais funciona - disse o capitão Michael Halderman, chefe dos bombeiros.

O apagão que atingiu a cidade obrigou-o a convocar toda sua equipe, que está funcionando normalmente por não precisar de energia elétrica. Mas o quartel, assim como o bairro todo, está no escuro.

A maioria das chamadas foi para resgatar pessoas que ficaram presas nos elevadores dos arranha-céus do bairro de negócios de Manhattan.

- Normalmente temos que subir 20 ou 30 andares para alcançar os elevadores bloqueados e tirar as pessoas pelo teto das cabines - disse Halderman.

Os bombeiros também foram enviados ao metrô para ajudar as pessoas a saírem dos túneis.
 
- Agimos por todos os lados onde, normalmente, a eletricidade viabiliza o deslocamento das pessoas - explicou Halderman.

O bombeiro Peter Moriss, por exemplo, já teria de ter encerrado sua jornada de trabalho, mas ficará no quartel a noite inteira para ajudar seus colegas.

Halderman acredita que ainda há muita gente nos prédios, esperando a luz voltar ou aproveitando os últimos efeitos do ar condicionado.
 
- Não estávamos preparados para isso. Para os bombeiros, o trabalho é principalmente fogo - acrescentou o chefe.

No quartel, os passantes param para pedir informações, como o israelense Josef Or, que foi pego de surpresa pelo apagão quando tomava banho no 16º andar de um hotel.
 
Outras pessoas passam e pedem aos bombeiros para usar o banheiro. Um mulher passa e comenta que está preocupada porque não sabe como voltará para casa. Outros se sentem mal com o calor, conta o capitão Halderman.
 
Em um gesto de solidariedade, o gerente de um bar vizinho ao quartel leva litros de água aos bombeiros. A noite pode ser longa no quartel e o capitão Halderman está preocupado com a possibilidade de saques, como aconteceu em 1977, durante outro grande blecaute em Nova York.

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