Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Bombeiros combatem dengue na Zona Oeste

Segunda, 24 de Março de 2008 às 13:17, por: CdB

Mais de 500 bombeiros estão em Curicica, Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, vistoriando casas e terrenos para identificar e combater focos de mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue. A força-tarefa, que conta, ainda, com agentes de saúde e lideranças comunitárias do local, também tem por objetivo orientar a população sobre como ajudar a eliminar possíveis criadouros do mosquito, como colocar areia nos pratos dos vasos de plantas, manter bem tampados caixas d´água e tonéis, remover folhas e sujeira das calhas de telhados e poças das lajes, evitando o acúmulo de água.

O governo do estado também colocou à disposição da população um número de telefone, chamado tele-dengue – 2575-0007 – para receber denúncias sobre a existência de terrenos baldios e áreas abandonados onde há possíveis focos do transmissor da dengue.

Em entrevista, nesta segunda-feira, o coronel José Gomes Sant´Ana, diretor-adjunto do departamento de Defesa Civil do Estado, disse que a população pode fazer a sua parte e não deixar toda a responsabilidade de combater o mosquito da dengue na conta do poder público.

– Estamos encontrando muitas caixas d´água abertas ou com tampa quebradas, muitos vasos de plantas sem areia, muitos depósitos de garrafa com bocais para cima, quando a orientação é para baixo – apontou.

Segundo o coronel, a ação dos bombeiros cumpre cronograma da Secretaria de Saúde e Defesa Civil a partir da incidência de vítimas.

– Já fizemos vistorias em Várzeas Grande e Pequena, Cidade de Deus, parte da Taquara, Pechincha, Anil, Gardênia Azul, hoje estamos em Curicica e até meados desta semana começaremos a atacar outros bairros da Zona Oeste, como Campo Grande, Santa Cruz, Bangu e Realengo – adiantou Sant´Ana.

Segundo o coronel, o governo do estado está formando uma equipe para atender denúncias feitas ao tele-dengue, além de ter enviado à Asembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) mensagem prevendo sanções financeiras a proprietários de terrenos baldios que não se responsabilizam por focos do mosquito no lugar.

– O dono do terreno baldio, por não morar nele, não se preocupa com o que acontece lá - completou.

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