Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Bombas matam 34 pessoas durante visita de Gates a Bagdá

Segunda, 15 de Setembro de 2008 às 15:24, por: CdB

Três explosões mataram 34 pessoas e feriram dezenas na segunda-feira em Bagdá, horas depois da chegada não-agendada do secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates, a Bagdá.

Na terça-feira, Gates participa da cerimônia de transferência de comando das forças dos EUA do general David Petraeus para o general Ray Odierno, que segundo o secretário terá de encontrar formas de conciliar a preservação da segurança com a redução do contingente dos EUA. Sob o comando de Petraeus, o contingente dos EUA ganhou um reforço de 30 mil soldados.

No ataque mais violento de segunda-feira, uma mulher-bomba matou 22 pessoas e feriu 33 num jantar do qual participavam policiais em Balad Ruz, na província de Diyala, 90 quilômetros a nordeste da capital, segundo autoridades.

Em Bagdá, dois carros-bomba explodiram em rápida sucessão, matando 12 pessoas e ferindo 37.

Apesar dos ataques dos últimos dias, em geral a violência no Iraque está no seu menor nível nos últimos quatro anos.

Gates disse que os EUA vão continuar limitando sua atuação no país. "Acho que o desafio para o general Odierno é: como trabalhamos com os iraquianos para preservar os ganhos que já foram obtidos, ampliá-los, mesmo que os números de forças dos EUA estejam encolhendo", disse Gates a jornalistas no avião.

Nos últimos meses, as forças do Iraque assumem as principais tarefas de segurança. O Iraque já controla a segurança em 11 das 18 províncias, e até o fim do ano deve receber mais duas.

Odierno, que passou 15 meses como vice-comandante, até fevereiro, será promovido será promovido de general-de-divisão a general-de-exército na terça-feira.

Na semana passada, o presidente George W. Bush anunciou a retirada de 8.000 soldados do Iraque até o começo de 2009, reduzindo a presença a 138 mil soldados. Forças que estavam reservadas ao Iraque serão enviadas ao Afeganistão, onde a violência vem crescendo.

O general Lloyd Austin, atual número 2 dos EUA no Iraque, fez um alerta contra uma sobrecarga às forças iraquianas, lembrando que Washington já tentou antes apressar a retirada de tropas do Iraque, sem sucesso.

- Não tenho certeza de que empurrá-los para frente seja o que queremos. Acho que já tentamos antes e vimos que não funcionou - disse ele a jornalistas que acompanhavam Gates.

O secretário disse que é importante que os iraquianos mantenham o processo de reconciliação, melhorem os serviços públicos e, com ajuda dos EUA, continuem pressionando os militantes da Al Qaeda sunita e as milícias extremistas xiitas.

Na semana passada, Gates disse que a guerra do Iraque estava entrando na fase de "fim de jogo", com a transferência de mais responsabilidades para as forças locais.

- Não há dúvida de que continuaremos envolvidos. Mas acho que as áreas em que estamos seriamente envolvidos vão continuar encolhendo - afirmou.

Tags:
Edições digital e impressa