O Comando de Operações de Bagdá, um dos aparatos de segurança encarregados de proteger a capital, informou em um comunicado que um terceiro agressor foi morto
Por Redação, com Reuters - de Bagdá/Gaza:
Dois ataques de homens-bomba em uma cidade próxima de Bagdá assumidos pelo Estado Islâmico mataram dois policiais e feriram outras oito pessoas nesta quinta-feira, disseram policiais e médicos, um dia após bombas da facção sunita radical terem deixado pelo menos 80 mortos na capital iraquiana.
O saldo de mortes dos três ataques suicidas em um mercado movimentado e dois postos de segurança fez da quarta-feira o dia mais violento em Bagdá neste ano até o momento.
Fontes da polícia disseram que os agressores desta quinta-feira se aproximaram de uma delegacia de polícia em Abu Ghraib vindos de direções diferentes antes de detonar seus explosivos.
O Comando de Operações de Bagdá, um dos aparatos de segurança encarregados de proteger a capital, informou em um comunicado que um terceiro agressor foi morto enquanto abordava a delegacia.
A agência de notícias Amaq, que apóia o Estado Islâmico, relatou que dois militantes se chocaram com a polícia na delegacia de Al-Zeidan antes de acionar seus coletes de explosivos.
A violência contra forças de segurança e civis xiitas é frequente no país, apesar de as forças iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos terem expulso o Estado Islâmico de partes do oeste e do norte ocupadas pelo grupo em 2014.
Egito
O Egito abriu sua fronteira com Gaza pela primeira vez em três meses na quarta-feira, dando aos palestinos dois dias de alívio de uma interdição resultante do atrito entre o Cairo e os governantes islâmicos do enclave.
O fechamento de Rafah e a destruição de túneis usados para contrabando através da divisa levados a cabo pelo Egito, assim como as restrições mais severas impostas por Israel ao longo de sua própria fronteira com Gaza, aprofundaram a penúria econômica de muitos dos 1,9 milhão de palestinos que vivem no território.
O governo egípcio, comandado por um militar, vem mantendo sua divisa com a Faixa de Gaza fechada a maior parte do tempo desde que o ex-presidente Mohamed Mursi, da hoje ilegal Irmandade Muçulmana, foi deposto há três anos.
Autoridades egípcias veem o Hamas, que governa Gaza, como uma ameaça, acusando o grupo de apoiar uma insurgência islâmica na península do Sinai que faz fronteira com o território palestino. O Hamas nega a acusação.
Cerca de 30 mil moradores de Gaza estão em uma lista de espera para cruzar a divisa em Rafah. Só alguns poucos milhares, como doentes, estudantes e portadores de vistos de residência de outros países, devem conseguir fazer a travessia na quarta e na quinta-feira antes que ela volte a ser fechada.