Faltando 100 dias para o início das Olimpíadas de Atenas, três bombas explodiram no final da noite desta terça-feira em frente a uma delegacia de polícia em Atenas, causando novas preocupações sobre a segurança do maior evento esportivo do mundo.
Em Sydney, a Austrália ordenou rapidamente uma revisão de seus próprios planos de segurança para Atenas, afirmando que ainda pretende mandar sua equipe, mas que não impedirá atletas de tomar uma "decisão pessoal de não participar".
Uma autoridade da polícia grega disse que os indícios iniciais apontam para pequenos grupos anarquistas e esquerdistas que costumam realizar ataques de menor porte com bombas na região de Atenas.
Mas acrescentou: "Foram três bombas sofisticadas explodindo na frente de uma delegacia de polícia, isso é sério o suficiente para a polícia."
O primeiro-ministro grego, Costas Karamanlis, declarou a repórteres que "esse foi um incidente isolado, que não afeta de forma alguma os preparativos olímpicos". Para ele, a cooperação do país com a União Européia (UE), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e os EUA garantirão a segurança das Olimpíadas.
As explosões aconteceram antes do amanhecer e foram antecipadas por um telefonema anônimo de advertência. A delegacia no distrito de Kalithea foi bastante danificada. Kalithea localiza-se perto dos hotéis que serão usados pelas autoridades olímpicas durante os Jogos, de 13 a 29 de agosto.
As forças de segurança estão em estado de alerta elevado em meio a temores de que os Jogos, os primeiros de verão desde os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, sejam atingidos por guerrilheiros.
A Grécia preparou um plano de segurança de um bilhão de euros para as Olimpíadas, envolvendo mais de 50 mil agentes, e pediu ajuda de patrulhas aéreas e marítimas da Otan, além de proteção contra armas de destruição em massa.
Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelas explosões desta quarta-feira.