Rio de Janeiro, 08 de Agosto de 2026

Bombardeios continuam mas EUA negam envio de tropas terrestres à Líbia

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama negou, neste sábado, o envio de forças terrestres para a Líbia. Obama afirmou que as forças de coalizão atuam de forma “clara, focada e bem sucedida”.

Sábado, 26 de Março de 2011 às 06:40, por: CdB
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Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama negou, neste sábado, o envio de forças terrestres para a Líbia. – Como já tinha dito, o papel das forças norte-americanas é limitado. Não vamos colocar forças terrestres na Líbia – disse ele, no seu programa semanal na rádio. Há uma semana as forças da coalição atacam o país por via aérea. Obama afirmou que as forças de coalizão atuam de forma “clara, focada e bem sucedida”. – Estamos protegendo o povo líbio das forças de (Muammar) Gaddafi. Declaramos uma zona de exclusão aérea e tomamos outras medidas para prevenir futuras atrocidades – disse ele. Segundo o presidente norte-americano, as ações internacionais evitaram “uma catástrofe humanitária” por que as forças aliadas a Gaddafi atacam civis. O embaixador da Rússia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Dmitry Rogozin, afirmou que o envio de operações militares terrestres para Líbia pode ser interpretado como “ocupação” contrariando a decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Pela ordem do conselho, o objetivo é garantir a zona de exclusão aérea na Líbia. Primeiro líder estrangeiro a reconhecer a oposição líbia, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, recebeu na véspera, uma correspondência do comando Conselho Nacional de Transição (controlado pelos oposicionistas). Na carta, o líder oposicionista líbio Mahmoud Jibril agradeceu o apoio do francês e classificou os soldados das forças de coalizão como “libertadores”. Porém, ele pediu que não sejam enviadas tropas por terra. "Nós não queremos forças externas. Não precisamos. Vamos, graças a vocês, ganhar a primeira batalha. E venceremos pelos nossos próprios meios a batalha seguinte. A nossa libertação é para amanhã”, disse o líbio.
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