Quatro explosões mataram pelo menos cinco pessoas e feriram 89 em uma cidade petrolífera no sudoeste do Irã neste domingo, cinco dias antes da eleição presidencial do país. As bombas foram direcionadas a prédios do governo em Ahvaz, capital da província do Kuzestão, onde parte da população fala árabe. Cinco pessoas foram mortas em abril na região durante conflitos étnicos.
Gholamreza Shariati, vice-governador da província, disse à Reuters que mulheres e crianças estão entre as vítimas das explosões ocorridas em um período de duas horas na manhã local.
Segundo fontes hospitalares citadas pela televisão estatal, as mortes seriam em maior número, oito no total, sendo quatro mulheres, e 30 ficaram feridas.
O alvo das bombas foi o escritório do governador na cidade, a 550 quilômetros a sudoeste da capital Teerã, além de dois departamentos do governo e um complexo residencial de empregados da mídia estatal.
Nenhum grupo assumiu de imediato a responsabilidade pelos ataques. A Frente Popular Democrática de Ahvaz, que luta pela independência do Kuzestão, negou responsabilidade.
Shariati disse que o objetivo das bombas é atrapalhar a eleição, em que Akbar Hashemi Rafsanjani deverá recuperar o posto que ocupou entre 1989-97.
- Os responsáveis pelas explosões querem colocar em perigo a soberania do país antes das eleições - disse ele à televisão estatal.
- Eles querem prejudicar o sistema, mas o desejo do povo de votar ficará mais forte com tais condições - afirmou.
Rafsanjani, um conservador moderado, está, de acordo com pesquisas, ainda distante da marca de 50 por cento dos votos que necessita para evitar um segundo turno entre os dois candidatos mais votados.
No sábado, uma pesquisa indicou que Mostafa Moin, um dos candidatos reformistas, avançou para o segundo lugar na preferência dos eleitores, ultrapassando o ex-chefe da polícia, Mohammad Baqer Qalibaf.