Uma bomba deixada na margem de uma estrada explodiu no sábado ao lado de um comboio consular britânico na cidade de Basra, ao sul do Iraque, matando dois britânicos que trabalham para uma empresa privada de segurança, disseram uma porta-voz consular e a empresa.
Karen McLuskie, do consulado de Basra, disse que o comboio foi atacado ao passar pela parte sudoeste da cidade. Não estava claro se outras pessoas foram feridas na explosão.
Os dois mortos eram trabalhadores de segurança contratados pela Control Risks Group e eram ambos cidadãos britânicos, segundo Peter Stevenson, porta-voz da companhia de segurança com sede em Londres.
"Apesar de qualquer um trabalhando no Iraque estar ciente dos perigos envolvidos, isso de maneira nenhuma diminui a tristeza que sentimos pelos dois homens que morreram hoje", disse em um comunicado Richard Fenning, chefe de operações da Control Risks Group.
Em Bagdá, insurgentes mantiveram a pressão sobre as forças de segurança em sua tentativa de derrubar o governo apoiado pelos EUA.
Um suicida em um carro atacou um posto de controle da polícia perto do Teatro Nacional, matando ao menos cinco pessoas e ferindo 20, segundo uma fonte da polícia.
As guerrilhas já mataram centenas de policiais iraquianos, aumentando as frustrações com um governo que vem prometendo estabilidade desde que as eleições de janeiro colocaram pela primeira vez no poder os xiitas e deixaram de lado os árabes sunitas antes dominantes sob o regime de Saddam Hussein.
Horas antes, o líder árabe sunita moderado xeique Khalaf al-Ilayan escapou de uma tentativa de assassinato na qual seu guarda-costas foi ferido, disse um porta-voz de seu grupo, o Diálogo Nacional Iraquiano.
Dois membros do Diálogo Nacional Iraquiano trabalhando no comitê que redige a nova constituição iraquiana foram mortos duas semanas atrás, levando os sunitas a boicotar as reuniões por seis dias.
Eles retomaram seus trabalhos, mas a tentativa de assassinato do sábado é um novo desafio para a estratégia do governo de maioria xiita de trazer os sunitas para o processo político para tentar desarmar a insurgência.
O ataque aconteceu em meio à crescente tensão sectária e os temores de uma guerra civil.
A Al Qaeda no Iraque disse que sunitas que participem do processo político seriam infiéis que merecem a morte.
A maioria dos ataques suicidas e bombas na beira de estradas no Iraque está concentrada em Bagdá, Mosul e na província de Anbar, no coração da insurgência.
Um suicida atacou no sábado um comboio americano na cidade de Hit, em Anbar, ferindo quatro marines, disse o Exército dos EUA em um comunicado.
O número de mortes em um ataque suicida ao norte do Iraque na sexta-feira chegou a 40, disse a polícia no sábado. O número de feridos no ataque promovido por um homem que se explodiu entre recrutas do Exército iraquiano chegou a 57.
Basra, a segunda maior cidade iraquiana, estava relativamente livre de ataques. Porém houve algumas irrupções periódicas de violência lá e em outras cidades no sul, onde estão as tropas britânicas.
Após o ataque do sábado, imagens de TV captadas pela Reuters mostraram um veículo esporte azul escuro com o painel amassado e sangue em uma janela lateral. A polícia iraquiana e soldados britânicos estavam no local.
Para os iraquianos, foi mais um dia de bombas, sequestros e descobertas terríveis. Os corpos de três pessoas que haviam sido vendadas e mortas a tiros foram encontrados em Bagdá. A polícia disse que os três homens eram funcionários do aeroporto de Bagdá sequestrados por insurgentes.
Um funcionário do Ministério da Saúde do Iraque, Eman Naji, foi sequestrado por homens armados que invadiram sua casa no próspero distrito de Mansour, na capital, segundo a polícia.
Uma bomba deixada na beira de uma estrada matou um civil iraquiano e feriu três num carro numa estrada ao sul de Bagdá, segundo a polícia. Outra explosão visando um comboio militar americano feriu um civil iraquiano no di