Uma pequena explosão provocou a retirada de todas as pessoas do edifício da comissão eleitoral da Indonésia nesta segunda-feira, horas antes do anúncio dos resultados da primeira eleição presidencial direta do país.
O chefe da polícia de Jacarta disse que ninguém ficou ferido na explosão que, segundo ele, foi causada por algo parecido com um rojão e provocou pequenos danos em um banheiro do prédio de quatro andares, no centro da capital da Indonésia. A explosão aconteceu no momento em que manifestantes de um pequeno partido muçulmano protestavam na frente do prédio contra supostas irregularidades na votação de 5 de julho.
"O dano foi pequeno, então acho que foi um pequeno explosivo, tudo o que podemos dizer é que foi como um rojão", disse o general Firman Gani. Ele disse que houve um telefonema de advertência 30 minutos antes da explosão.
Nas últimas semanas, a polícia e diplomatas estrangeiros alertaram sobre a possibilidade de militantes islâmicos realizarem ataques durante a eleição presidencial."Depois do telefonema, a polícia tentou verificar o local e encontrou a bomba no banheiro, mas ela explodiu ante da chegada do esquadrão de bombas", disse Gani.
A explosão, ocorrida em um banheiro feminino pouco antes das 13h locais (03h de Brasília), interrompeu a contagem final dos votos, que foi retomada depois e deverá ser finalizada dentro de horas. Os resultados deverão apontar para um segundo turno em setembro entre a atual presidente, Megawati Sukarnoputri, e seu ex-ministro de segurança Susilo Bambang Yudhoyono .
O prédio foi cercado pela polícia e esvaziado. A comissão eleitoral fica na rua Imam Bonjol, perto da casa do embaixador das Filipinas, que foi atingida por um carro-bomba em 2000.
"Nossos dados estão seguros....Mas estou triste. O processo que até agora vinha sendo pacífico foi arruinado por este incidente", disse à Reuters um comissário eleitoral no local.
A eleição está sendo observada de perto por aliados da Indonésia, como os Estados Unidos, e por investidores. Eles estão preocupados com a segurança no país, depois dos ataques contra a ilha turística de Bali em 2002 e contra um hotel de luxo em Jacarta.
O primeiro ataque matou 202 pessoas, a maioria turistas estrangeiros, e o segundo matou 12. Os atentados foram atribuídos a militantes islâmicos do grupo Jemaah Islamiah, ligado à Al Qaeda.