A segunda explosão em dois dias na península do Sinai (Egito) matou dois policiais nesta quinta-feira e feriu outros dois. Os agentes procuravam os militantes que cometeram um atentado em julho no balneário de Sharm El Sheikh, segundo o Ministério do Interior.
- As forças foram expostas à explosão de duas minas terrestres, que levaram ao martírio de dois oficiais - disse nota do ministério, acrescentando que dois outros policiais ficaram feridos.
A nota não informa se as minas haviam sido deixadas recentemente no monte Halal, no nordeste do Sinai, ou se haviam ficado ali desde as guerras contra Israel.
Mas uma fonte de segurança do Sinai disse que elas foram deixadas por suspeitos dos atentados de 23 de julho, que mataram 64 pessoas, a maioria egípcios.
A suposta explosão de uma mina, nesta quarta-feira, atingiu um veículo blindado e feriu pelo menos três policiais que percorriam o nordeste do Sinai em busca de suspeitos pelo caso de Sharm El Sheikh e de outros atentados ocorridos no último ano.
Cerca de 3.500 policiais em 20 veículos blindados começaram a vasculhar a região na terça-feira em busca de suspeitos. A polícia acredita que um grupo de beduínos do Sinai é responsável pelos atentados.
A polícia diz que ter detido pelo menos oito membros do grupo, alguns dos quais são militantes islâmicos. Pelo menos quatro outros foram mortos por causa das suas explosões ou em confrontos com a polícia neste ano.