Uma bomba explodiu neste domingo perto de um ponto de ônibus em Israel, matando uma mulher e deixando cerca de 14 feridos, dois dias depois que a Corte Internacional de Justiça declarou ser ilegal a barreira que Israel está construindo na Cisjordânia.
Em seus primeiros comentários públicos a respeito da decisão de sexta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que a explosão foi provocada "dentro dos prognósticos do parecer", sugerindo que a decisão da Corte vai apenas encorajar atos de violência.
- Quero deixar claro, o Estado de Israel absolutamente rejeita a decisão da Corte Internacional de Justiça - afirmou ele. - É um parecer parcial e motivado por fatores políticos.
Em Bancoc, na Tailândia, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, sugeriu que Israel deveria aceitar a decisão da Corte apesar da necessidade de segurança.
- Enquanto entendermos que o governo israelense tem a responsabiliade e o dever de proteger seus cidadãos, qualquer ação que tomar tem de estar em conformidade com a lei internacional - disse Annan.
Sharon afirmou que, depois da bomba em Tel Aviv, a construção da barreira de 600 quilômetros "é a medida mais adequada a ser tomada contra o terrorismo criminoso". Este foi o primeiro ataque palestino deste tipo contra Israel desde março, e difere de um padrão de bombardeios suicidas empregado pelos últimos quatro anos.