Dois policiais espanhóis sofreram ferimentos leves na explosão de uma bomba na região Basca na madrugada desta sexta-feira, em um incidente que a polícia classificou de primeiro ataque da guerrilha separatista do ETA desde o fim do cessar-fogo, em junho.
A bomba, instalada em uma van roubada e estacionada na frente de alojamentos da polícia na cidade de Durango, no País Basco, causou danos ao edifício. Os dois policiais foram feridos por vidros quebrados, disse um porta-voz da Guarda Civil.
Não houve aviso prévio sobre o ataque, nem declarações de responsabilidade, mas o porta-voz da polícia disse:
- Restam poucas dúvidas de que foi (o ETA).
A explosão aconteceu por volta das 3h30 (22h30 de quinta-feira em Brasília) e provocou danos também em prédios ao redor, além de assustar os moradores, disseram testemunhas e reportagens da mídia.
- Nossas casas também foram completamente destruídas -- janelas, vidros, varandas, tudo foi destruído - disse um morador local à rádio estatal.
O governo socialista da Espanha vinha alertando há semanas sobre um ataque iminente do ETA, depois das prisões de membros do grupo guerrilheiro e da captura de explosivos.
O primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero cancelou as negociações de paz depois do ataque dos rebeldes no aeroporto de Madri, que matou duas pessoas em dezembro.
A bomba desta sexta-feira continha entre 80 quilos e 100 quilos de explosivos.
O representante do governo central no País Basco, Paulino Luesma, disse que famílias de policiais, incluindo crianças, também moram no local.
Um outro carro, que a polícia acredita ter sido usado pelos responsáveis para fugir do local do ataque em Durango, explodiu na cidade de Amorebieta cerca de uma hora depois, disse um porta-voz policial.
Guerrilheiros do ETA mataram mais de 800 pessoas em quatro décadas de campanha pela independência de regiões bascas no norte da Espanha e no sul da França.