O bom desempenho de Wall Street na manhã desta quarta-feira contagiou o mercado acionário brasileiro. Às 13h22, a Bovespa avançava 0,14%, para 35.870 pontos. Quando saíram os números sobre pedidos de bens duráveis nos Estados Unidos em agosto, que caíram 0,5%, mais do que o esperado, ela chegou a cair até o patamar mínimo de 35.610 pontos. Mas o ânimo voltou depois que foi divulgado que a venda de casas novas disparou 4,1% no mês passado, quando as expectativas eram de uma queda de 2,5%.
A Bolsa de Nova York avançava 0,13%, para 11.685,71 pontos, e a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) tinha elevação de 0,1%, aos 2.263,64 pontos. O índice Dow Jones está perto do seu recorde de 11.740 pontos, atingido em janeiro de 2000. Os dois principais papéis da Bovespa tinham firme alta, ajudando a puxar o índice.
As ações preferenciais da Petrobras avançavam 1,35%, a R$ 43,99, com a alta de 0,67% dos preços do petróleo -- o barril era negociado a US$ 61,42 no mercado internacional. As preferenciais da Companhia Vale do Rio Doce subiam 2,44%, para R$ 39,38. Eles caíram bastante recentemente --o primeiro acumula baixa de 9,02% no mês e o outro, 3,31% nesse período-- e, segundo analistas, são boas opções de investimento pela liquidez e porque pertencem a empresas sólidas. Estão com preços atraentes após as últimas baixas.
Mais uma boa notícia para a Bolsa brasileira era o superávit do setor público (União, Estados, municípios e estatais) em agosto. A economia foi de R$ 13,182 bilhões -- contra R$ 5,615 bilhões em julho. No acumulado do ano, o superávit está em R$ 75,951 bilhões, o equivalente a 5,69% no PIB (Produto Interno Bruto). A meta para 2006 é de que 4,25%.