O mercado financeiro abriu esta quarta-feira em regime de cautela, à espera da decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, sobre a taxa básica de juros dos Estados Unidos, que sai às 15h15 (horário de Brasília). Às 13h04, a Bovespa recuava 1,08%, para 35.497 pontos e o dólar comercial tinha baixa de 0,18%, vendido a R$ 2,16. O risco-país ficava estável a 225 pontos. A Bolsa brasileira já oscilou entre a mínima de 35.760 pontos e a máxima de 36.069 pontos, descolada da de Nova York, que subia 0,68%, para 11.608,63 pontos. Depois da queda desta terça, a Nasdaq (que reúne ações de empresas de tecnologia) recuperava-se, avançando 1,12%, para 2.247,33 pontos.
Em Wall Street, a queda dos preços do petróleo, o barril recuava 1,07% no exterior, a US$ 61, os resultados trimestrais superiores às expectativas anunciados pela Oracle e os ganhos do Morgan Stanley animavam os investidores enquanto o Fed não se pronuncia. A ampla expectativa dos economistas é de que a autoridade monetária americana mantenha os juros em 5,25% ao ano.
As dúvidas acerca dos rumos da taxa provocaram uma grande fuga de capitais dos emergentes em maio e junho. Quando os juros nos EUA sobem, os grandes investidores internacionais abandonam suas aplicações de maior risco em busca de segurança. Tal movimento já perdeu a força, mas os mercados que com ele sofreram ainda aguardam a volta dos recursos. Segundo analistas, a perspectiva de que a taxa americana vai continuar no atual patamar por mais algum tempo ajudaria a Bovespa a retomar uma trajetória de alta consistente. Por isso, mais do que a decisão do Fed em si, importante é o comunicado que se segue à reunião --nele, serão buscadas pistas a respeito dos próximos passos da autoridade monetária.
Dólar paralelo
O dólar paralelo ficava estável a R$ 2,33 e o turismo tinha baixa de 0,44%, a R$ 2,25.