As bolsas de valores dos Estados Unidos registravam fortes perdas na manhã desta terça-feira, com o S&P atingindo o menor nível desde outubro de 2005, devido às preocupações sobre a habilidade da seguradora American International Group de garantir o capital necessário para evitar ser rebaixada por agências de classificação. O Dow Jones recuava 0,39%, para 10.876 pontos, logo após cair quase 1,5%.
O Standard & Poor's perdia 1,10%, a 1.179 pontos e o Nasdaq declinava 0,96%, para 2.158 pontos. Os papéis da AIG despencavam 63%. Entre as financeiras, também caíam os papéis do Goldman Sachs, após o banco de investimento anunciar queda de 70% em seu lucro trimestra. Outro destaque de perda era a Dell Inc, após a fabricante de computadores dizer ver mais fraqueza na demanda por tecnologia.
No Brasil, o nervosismo com a crise financeira dos EUA manteve a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em compasso negativo nesta terça-feira e chegou a cair mais de 4% nos primeiros 15 minutos de pregão. Após a quebra do banco Lehman Brothers, a seguradora americana AIG entrou no foco das preocupações dos investidores. O Ibovespa recuava 1,88% no início da tarde e descia para os 47.508 pontos, ainda em seu menor nível desde abril de 2007. O giro financeiro era de R$ 2,76 bilhões.
O dólar comercial estava negociado a R$ 1,830 na venda, com avanço de 1,21%. A taxa de risco-país marcava 346 pontos, número 11,97% maior que a pontuação anterior. Os problemas do setor financeiro derrubaram as principais Bolsas de Valores na Europa e nos EUA. Em Londres, o índice FTSE recuava 3,47%, enquanto o Dax, de Frankfurt, cai 1,63%.
Ainda nos EUA, o Departamento do Trabalho informou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) mostrou deflação de 0,1% em agosto, uma forte desaceleração em relação a julho, quando houve alta de 0,8%. O núcleo do indicador, que expurga os preços de energia e alimentos, teve variação de 0,2%.
Outro banco exposto aos "subprimes", o Goldman Sachs reportou um lucro de US$ 845 milhões (US$ 1,81 por ação) no trimestre encerrado no dia 29 de agosto. O número representa um decréscimo de 70% na comparação com os resultados apurados no mesmo período em 2007. Apesar disso, o resultado foi visto com bons olhos por Wall Street em comparação com a quebra do Lehman, a venda do Merrill Lynch e os problemas da AIG.