Além da boa performance das bolsas na Ásia, a redução da taxa de redesconto - de juros cobrados de bancos - pelo Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) nos Estados Unidos na semana passada, também serviu para acalmar os investidores europeus.
O índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou em alta de 3% depois de ter caído 5,4 % na sexta-feira passada – a pior perda em um só dia dos últimos seis anos.
O índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong também fechou em alta de 5,9 %. Em Cingapura os ganhos foram ainda maiores: 6,1 por cento.
Os mercados europeus também operam em alta nesta segunda-feira, apesar do nervosismo continuar.
Às 12h14 de Londres (8h14 de Brasília) a bolsa londrina operava em alta de 0,8 %. Paris e Frankfurt registravam ganhos de 1,25 % e 0,5 %, respectivamente.
A crise nas bolsas em todo o mundo foi causada por problemas no mercado de crédito imobiliário de risco nos Estados Unidos.
Segundo o banco alemão Commerzbank, a redução da taxa de redesconto pelo Federal Reserve ou Fed, o banco central americano, foi decisiva para a recuperação nas bolsas.
A medida espantou temporariamente o medo de que os bancos concedam menos empréstimos, o que poderia desaquecer a economia.
No entanto, vários analistas avisam que, apesar da recuperação, a crise ainda não foi superada.
- Ninguém sabe ainda exatamente quantas empresas foram realmente atingidas pela crise no mercado imobiliário norte-americano - diz o analista Andy Sommer do banco HBS Nordbank.