O Lehman Brothers, um dos principais bancos dos EUA, anunciou nesta terça-feira uma queda de 3,2% no lucro trimestral, pressionado por baixas contábeis relacionadas a hipotecas e empréstimos alavancados. O resultado, porém, ficou acima das expectativas e as ações da instituição subiam antes da abertura do mercado norte-americano. A queda no lucro trimestral, a primeira em cinco anos, acontece em um momento em que os problemas do mercado de crédito imobiliário de alto risco dos Estados Unidos se espalham para outros setores, deixando muitos bancos de investimento com ativos que não são mais tão valiosos quanto antes.
Quarto maior banco de investimento dos Estados Unidos por valor de mercado, o Lehman Brothers informou lucro de US$ 887 milhões, ou US$ 1,54 por ação, para o trimestre encerrado em 31 de agosto. No mesmo período de 2006, o lucro havia sido de US$ 916 milhões.
As ações do Lehman subiam cerca de 4% antes da abertura dos mercados norte-americanos.
Dólar
No mercado de câmbio brasileiro, o dólar começou o dia em queda nesta terça-feira. As bolsas européias abriram em queda, mas passaram ao terreno positivo. Na Ásia, os principais mercados tiveram queda. Desde o início da crise internacional no mercado subprime, que envolve as hipotecas de maior risco nos EUA e resultou em uma forte turbulência financeira, a redução na taxa básica de juros da economia norte-americana é apontada como alternativa para a solução do problema que restringiu o crédito e obrigou os bancos centrais ao redor do mundo a injetar pesadas quantias no sistema financeiro.
Com isso, os riscos de uma recessão nos Estados Unidos aumentaram, mas o Federal Reserve precisa ser cauteloso ao sustentar a economia porque as forças globais que têm mantido a inflação controlada estão desaparecendo, disse em entrevista o ex-chairman do Fed Alan Greenspan.
- Eu já falei em certo momento deste ano que a probabilidade de recessão era de um terço. Isso aumentou em alguma medida, mas ainda está neste momento um pouco abaixo de 50% - afirmou.