Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Bolsas dos EUA e da Alemanha planejam fusão multibilionária

A operadora alemã de bolsa de valores Deutsche Boerse e sua contraparte em Nova York NYSE Euronext planejam se fundir para criar o maior mercado de ações do mundo, de acordo com uma revista alemã. (Leia Mais)

Sábado, 06 de Dezembro de 2008 às 14:50, por: CdB

A operadora alemã de bolsa de valores Deutsche Boerse e sua contraparte em Nova York NYSE Euronext planejam se fundir para criar o maior mercado de ações do mundo, de acordo com uma revista alemã. A notícia, da respeitada revista semanal Der Spiegel, divulgada antes de sua publicação na segunda-feira, vem dois dias antes da reunião da diretoria de supervisão da bolsa alemã. A nova entidade se tornará a maior sociedade mercantil de securitização e derivativos do mundo em um período de turbulência sem precedentes para provedores e consumidores de serviços financeiros.

– Uma fusão faria sentido. Eles poderiam operar mais globalmente com maior liquidez – afirmou o analista Wolfgang Gerke.

Deutsche Boerse e NYSE Euronext criariam uma empresa na Holanda, a qual então faria uma oferta aos acionistas da Deutsche Boerse, disse a revista. Em um segundo passo, NYSE se fundiria com uma unidade norte-americana da entidade holandesa, disse a Der Spiegel, citando como fonte um "relatório interno" que ela disse ter sido apresentado pelo presidente-executivo da Deutsche Boerse, Reto Francioni, para a gerência do grupo.

– Não temos nada a anunciar e, como política geral, não comentamos especulações – afirmou porta-voz da Deutsche Boerse.

A instituição confirmou, por meio de nota, estar "constantemente avaliando uma grande variedade de opções para aumentar o valor da companhia. Isso inclui contatos frequentes com quase todos os grandes participantes." Representantes da NYSE Euronext em Nova York não puderam ser contatados imediatamente para comentar o assunto.

Dívidas

Ainda na zona do euro, cerca de 12 milhões de famílias italianas (48,8%) temem não conseguir arcar com as dívidas no atual cenário de crise econômica, revelou um relatório anual elaborado pelo Centro de Estudos e Investimentos Sociais (Censis), organismo independente de pesquisa socioeconômica.

Segundo o documento, 71,7% dos italianos acreditam que a crise dos mercados pode ter repercussões diretas em sua vida, pela falta de créditos ao consumo, por não terem uma reserva em poupança e por conta de seus "investimentos em produtos de risco", como hipotecas.

Nos últimos três anos, o endividamento das famílias aumentou de modo considerável. Das 2,8 milhões de famílias com casas hipotecadas, 81 mil declararam não ter pagado as parcelas no prazo previsto. Do restante, 838 mil tiveram "alguma dificuldade" em pagá-las e 279 mil declararam que tiveram "muita dificuldade".

O levantamento também revela que mais de um terço dos italianos "consideram seu emprego em perigo" e o temor aumenta entre os trabalhadores com emprego informal, principalmente os pedreiros e os jovens.

Ao mesmo tempo, um em cada quatro italianos acredita que deve reduzir os gastos com alimentos. Segundo o Censis, os mais penalizados neste aspecto serão os idosos, sobretudo os que vivem sozinhos.

De qualquer modo, estudo prevê que 5,5 milhões de italianos passarão ilesos pela crise, ou seja, seguirão desfrutando de modo igual ou maior de uma ampla variedade de bens e serviços.

Mesmo assim, dois terços dos italianos buscam descontos ou ofertas do comércio. Da mesma forma, cresce o número de consumidores que renunciam aos produtos de marca. Mas os italianos não abrem mão do celular e do transporte privado, carro ou moto.

Segundo o Censis, consolida-se uma Itália com duas vertentes. O PIB per capta das regiões do centro-norte (29.445 euros) é superior a de países como Reino Unido (29,140), Alemanha (28.068), França (27.593) e Espanha (26.519); enquanto o PIB nacional é de 17.046 euros, por conta da parte sul do país.

O clima de incerteza econômica descrito pelo relatório do Censis encontra eco no estudo da associação de comerciantes Confesercenti, também divulgado nesta sexta-feira. O levantamento mostra que os italianos gastarão menos no natal, pois o dinheiro destinado à compra de presentes, no total, cairá um bilhão de euros, em relação a 2007.

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