Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Bolsas despencam diante de novidades na crise do 'subprime'

Os investidores das principais bolsas do mundo amargaram prejuízos, na segunda-feira, e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu a tendência negativa. No início da tarde, o Ibovespa, que mostra o desempenho dos preços das ações, retrocedia 3,45%, aos 62.129 pontos. (Leia Mais)

Segunda, 12 de Novembro de 2007 às 12:50, por: CdB

Os investidores das principais bolsas do mundo amargaram prejuízos, na segunda-feira, e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu a tendência negativa. No início da tarde, o Ibovespa, que mostra o desempenho dos preços das ações, retrocedia 3,45%, aos 62.129 pontos. O volume financeiro chegava a R$ 2,25 bilhões e as ações da Petrobras se desvalorizavam em 6,7%, a R$ 76,21. Em torno do mundo, os mercados tremeram diante de novas conseqüências da crise dos créditos "subprime" sobre a economia global.

O dólar comercial, às 14h39 era negociado a R$ 1,778 para venda, em alta de 1,77%, após intervenção do Banco Central, por volta da 12h, com a compra da moeda a R$ 1,7689 na taxa de corte. Pela manhã, os fechamentos das Bolsas asiáticas já previram o tom dos negócios desta segunda-feira. Em Tóquio, o índice Nikkei recuou para o seu menor nível em 15 meses. Semana passada, os bancos Merrill Lynch, Citigroup e Wachovia surpreenderam investidores e analistas com o tamanho dos prejuízos, antecipando que outros grandes bancos globais mostrem perdas semelhantes. O mercado espera, desta vez, que o HSBC seja o próximo a revelar um estrago das mesmas proporções, devido a sua exposição aos créditos "subprime".

A Bovespa, neste segunda-feira, não tem mais o gancho de sustentação que foram as ações da Petrobras, valorizadas após anúncio da descoberta de um poço gigante de petróleo no litoral paulista. Na sexta-feira, a companhia estatal anunciou, após o fechamento do pregão, lucro de R$ 5,5 bilhões no terceiro trimestre, com decréscimo de 22% sobre o resultado no ano passado. Outra versão para a queda nas ações da companhia, segundo algumas corretoras, é uma possível "realização de lucros" dos investidores, após a venda de papéis muito valorizados no pregão anterior, logo na abertura do pregão desta segunda-feira. Nos últimos dois dias úteis, os investidores tiveram ganhos acima de 15%.

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