Os mercados de ações da Europa recuavam mais de 1% nesta quinta-feira após a divulgação pela polícia britânica da descoberta de um plano para explodir aviões em pleno vôo entre o Reino Unido e os Estados Unidos. A polícia britânica informou que desarmou um plano para explosão de dez aviões. O Reino Unido elevou seu alerta de ameaça de segurança para o nível "crítico", o que significa que há expectativa de ataque iminente.
As ações do setor de viagens caíram. Os papéis da BA recuavam 4,1% depois que companhias aéreas proibiram o embarque de bagagens de mão em aviões que deixam o Reino Unido, seguindo conselho do governo. Uma fonte na polícia disse que as autoridades acreditam que o plano descoberto envolvia o uso de um dispositivo com um "líquido químico".
A libra recuou com a descoberta do plano, enquanto os preços do petróleo caíram com expectativas de uma possível queda nas viagens aéreas e consequente diminuição na demanda.
Às 8h38 (horário de Brasília), o indicador que reúne as ações das principais empresas européias, FTSEurofirst 300, exibia desvalorização de 1,31%, a 1.323 pontos. Mais cedo, o índice chegou a cair para 1.316 pontos.
- O impacto imediato obviamente é que isso começa a deixar as pessoas mais aversas a risco e elas começam a deixar os mercados, o que significa que os mercados tendem a recuar. Mas assim como vimos, mesmo em algo grande como o 11 de setembro, o atual impacto econômico é relativamente limitado em duração - disse a jornalistas Andrew Bell, estrategista de equities da Rensburg Sheppards.
Os mercados já estavam nervosos nas últimas semanas por conta da escalada da violência no conflito entre Israel e o Hizbollah.
Petróleo em queda
O preço do petróleo registrou queda nesta quinta-feira, após o anúncio da descoberta de um plano terrorista em Londres, que consistia em explodir pelo menos dez aviões, de preferência em vôos entre o Reino Unido e os EUA. O plano levou diversas empresas aéreas, na Europa e estrangeiras, a cancelar vôos e podem afetar a confiança dos consumidores, o que levaria a uma baixa no setor aéreo e, conseqüentemente, a uma menor demanda por combustível.
Às 9h20 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em setembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, estava cotado a US$ 75,60 (baixa de 0,98%) na pré-abertura dos negócios. No entanto, o efeito, segundo analistas, deve ser temporário, uma vez que as razões de fundo para que o preço do petróleo suba ainda estão em tela: conflitos no Oriente Médio, níveis de estoques nos EUA, queda de produção na Nigéria e o fechamento de um campo petrolífero da British Petroleum no Alasca.
Nesta quarta-feira, o Departamento de Energia dos EUA informou uma queda de 3,2 milhões de barris na reserva de gasolina do país (que totalizou 207,7 milhões de barris) e de 1,1 milhão de barris na reserva de petróleo (que ficou em 332,6 milhões de barris) na semana passada.