Rio de Janeiro, 22 de Outubro de 2026

Bolsas asiáticas declinam com medo da recessão mundial

Quarta, 13 de Agosto de 2008 às 09:14, por: CdB

As principais bolsas asiáticas tiveram uma quarta-feira de queda, com o índice de ações fora do Japão recuando para o pior nível em 17 meses devido aos crescentes riscos de um intenso desaquecimento global, enquanto o dólar tinha seu maior patamar em seis meses contra um leque de moedas. Às 7h44 (horário de Brasília) o índice MSCI da Ásia Pacífico exceto Japão apresentava desvalorização de 1,5%, aos 397 pontos, próximo ao fim dos negócios, acumulando uma perda de 32% desde o pico atingido em novembro.

Dados mostrando que o PIB japonês se contraiu no segundo trimestre se somaram ao sentimento de desconforto sobre as perspectivas de crescimento e reforçaram os temores de que a segunda maior economia do mundo possa ter entrado em recessão. Ainda, a crise de crédito não mostrou sinais de ter acabado, com o JPMorgan, terceiro maior banco dos Estados Unidos, afirmando na terça-feira que registrou 1,5 bilhão de dólares em perdas neste trimestre com ativos relacionados a hipotecas.

– Os novos temores de crédito e subsequente queda nas ações em Wall Street estão pesando na confiança. Apesar da queda no petróleo, os investidores continuam cautelosos à medida em que preocupações com os fundamentos como as economias e ganhos empresariais impactam os mercados – afirmou Hwang Geum-dan, analista de mercado na Samsung Securities, em Seul.

O índice Nikkei da bolsa de Tóquio recuou 2,11%, para 13.023 pontos, segundo dia seguido de queda, puxado pela Fast Retailing, empresa de vestuário. A economia japonesa encolheu 0,6% numa base trimestral, como esperado, dando fim ao maior período de expansão desde a Segunda Guerra Mundial. O ministro da economia, Kaoru Yosano, afirmou que a economia pode recuar mais, mas que uma contração não será duradoura.

O índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong perdeu 1,61%, aos 21.293 pontos, derrubado pela China Mobile, afetada por temores de que o balanço da empresa está vulnerável ao crescimento mais lento.

Na Coréia do Sul fechou com baixa de 0,91%, a 1.562 pontos.

O mercado australiano encerrou com queda de 2,02%, aos 4.951 pontos.

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