Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Bolsas ainda temem más notícias dos EUA

Terça, 04 de Março de 2008 às 08:05, por: CdB

Na trilha das principais Bolsas de Valores européias, que operavam em terreno negativo devido ao temor por más notícias na economia norte-americana, nesta terça-feira, o pregão da Bovespa abriu em baixa de 0,42%, às 11h05, em contraste com o resultado positivo do pregão anterior, que fechou na máxima de 64.490 pontos, em alta de 1,58%. Os investidores, no Brasil, operaram descolados da influência negativa dos mercados internacionais, nesta segunda-feira, fecharam o primeiro pregão do mês com valorização, principalmente, das ações de empresas do setor elétrico.

O volume negociado foi de R$ 5,52 bilhões em São Paulo. Em Nova York, o índice industrial Dow Jones encerrou com leve declínio de 0,06%, depois de chegar a cair quase 1% durante a sessão.

Em rota francamente oposta, a bolsa paulista reverteu de uma abertura negativa e operou com ganhos consistentes até o final da sessão, surpreendendo até mesmo profissionais do setor.

- A única explicação para esse descolamento são os fundamentos da economia brasileira - disse Luiz Gustavo Medina, sócio da M2 Investimentos, a jornalistas do setor.

Segundo ele, um dos fatores que contribuíram para o otimismo dos investidores com o mercado doméstico foi a divulgação de que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou estabilidade em fevereiro, o melhor resultado desde julho de 2006.

- Isso traz de volta as apostas de retorno do ciclo de cortes de juro - afirmou.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reúne-se, nestas terça e quarta-feiras, para definir a taxa básica dos juros brasileiros, atualmente em 11,25% ao ano, desde setembro de 2007, que deverá ser mantida no mesmo patamar, segundo analistas financeiros ouvidos pelo Banco Central (BC).

Cenário Europeu

Apesar da alta dos preços internacionais das commodities, que favorece as empresas de mineração e siderurgia, a preocupação com as perspectivas da economia norte-americana enfraqueceu os índices das principais bolsas euroopéias, onde as perdas são puxadas pelas ações do setor automobilístico e financeiro.  Às 8h28 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em queda de 0,39%, operando com 5.795,3 pontos; a Bolsa de Paris caía 1,13%, para 4.688,5 pontos; a Bolsa de Frankfurt perdia 1,28%, indo para 6.624,14 pontos; e a Bolsa de Madri tinha baixa de 1,03%, caindo para 12.729,5 pontos.

- O que nós vamos avaliar pelo restante da semana são mais números gerais da economia norte0americana e mais balanços do setor financeiro dos EUA - disse a jornalistas Edmund Shing, estrategista do banco BNP Paribas, em Paris.

Os papéis da Anglo American, Rio Tinto e Lonmin valorizaram mais de 1%, com os preços históricos de commodities metálicas, como ouro e platina. No outro extremo, as ações da Bayer tinham fortes baixas, após uma decisão prejudicial de uma corte norte-americana sobre o anticoncepcional Yasmin.

No setor automobilístico, as ações registravam as piores perdas do dia. As ações da francesa Peugeot observaram retração superior a 4%, depois que a empresa fez previsões frustrantes sobre a demanda européia por carros e previu um mercado estável pelos próximos meses.

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