Rio de Janeiro, 29 de Março de 2026

Bolsas abrem em baixa e lembram o 11 de setembro

Segunda, 11 de Setembro de 2006 às 09:37, por: CdB

O mau humor do mercado financeiro norte-americano, que abriu esse 11 de setembro em baixa acentuada, foi seguido de perto pelos investidores brasileiros e, às 12h29, a Bovespa recuava 2,03%, para 35.815 pontos. O dólar comercial, na contramão, subia 0,5%, vendido a R$ 2,171, enquanto o risco-país subia 0,9%, para 223 pontos. A queda dos preços do petróleo, de 1,42%, para US$ 65,31 o barril, derrubava as ações das empresas do setor, e forçava a Bolsa de Nova York para baixo. O índice Dow Jones tinha queda de 0,17%, aos 11.372,34 pontos.

A Nasdaq, que reúne ações de empresas de tecnologia, recuava 0,69%, para 2.150,68 pontos depois que a fabricante de computadores Dell informou que, segundo investigação informal da Securities and Exchange Commission (SEC), instituição similar à Comissão de Valores Mobiliários no Brasil, o seu último relatório financeiro pode conter informações incorretas. Assim, a empresa vai atrasar a entrega do balanço relativo ao segundo trimestre e suspendeu o programa de recompra de ações que estava em curso.

As ações da Petrobras, uma das mais negociadas na Bovespa, também sofriam com a queda do petróleo: as preferenciais tinham desvalorização de 2,88%, a R$ 40,01, e as ordinárias, baixa de 2,91%, a R$ 44. Prosseguem as discussões sobre o rumo da economia americana e dos seus juros, que têm ditado o humor dos investidores. Na agenda de indicadores econômicos, destaca-se somente o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que sai na sexta-feira.

Dólar

Em relatório divulgado na manhã desta segunda-feira, a corretora AGK avalia que "o mercado de câmbio doméstico deve repetir o mesmo comportamento dos últimos meses, com o mercado externo e o fluxo determinando a trajetória da moeda e o Banco Central enxugando o excesso de liquidez e equilibrando o mercado". Os analistas acreditam que as cotações oscilem entre R$ 2,13 e R$ 2,17 nos próximos dias.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 426 milhões na segunda semana. O dólar paralelo ficava estável a R$ 2,33 e o turismo subia 0,88%, para R$ 2,27.

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