O mercado financeiro manteve neste início de semana reação positiva à criação do fundo norte-americano para socorrer as instituições financeiras dos Estado Unidos. Os negócios de compra e venda dos papéis do Ibovespa, índice das ações mais negociadas na BMF&Bovespa, começou o pregão em alta nesta segunda-feira e cinco minutos depois da abertura registrava 53.280 pontos, com resultado positivo de 0,42%.
A recuperação, porém, cedeu ao pessimismo pouco depois da abertura dos negócios e a Bovespa passou a registrar perdas ainda nas primeiras horas da manhã. Segundo analistas financeiros, o sentimento de desconfiança e a aversão ao risco permanecem alto entre investidores. O índice Ibovespa, às 11h18, retrocedia 0,81% e descia para os 52.625 pontos. O giro financeiro era de R$ 830 milhões. Na última sexta-feira, houve alta de 9,5% e, no acumulado da semana, 1,2%.
No mesmo horário, o dólar comercial era negociado a R$ 1,803 na venda, em queda de 1,52%. A taxa de risco-país marcava 272 pontos, número 2,15% abaixo da pontuação anterior. Na Europa, a maioria das principais Bolsas de Valores operava em alta, a exemplo de Londres (0,50%) e Frankfurt (0,10%). Nos EUA, a influente Bolsa de Nova York recuava 0,77%.
A crise de crédito nos Estados Unidos assola o mercado mundial há meses e teve impacto mais marcante na última segunda-feira, com a notícia da falência do quarto maior banco de investimentos norte-americano, o Lehman Brothers. O Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, anunciou aportes bilionários para elevar a liquidez do sistema financeiro. Também propôs a criação de uma agência para assumir os ativos “podres” dos bancos, em conjunto com o Tesouro do país, e coordenar os processos de compra e venda e de resgate das instituições financeiras.
Segundo informações da BBC Brasil, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, pediu pressa ao Congresso dos Estados Unidos na aprovação de um plano de emergência de US$ 700 bilhões. O pacote de socorro do governo George Bush, se aprovado pelos parlamentares norte-americanos, será, segundo analistas, a maior intervenção do setor público norte-americano no mercado financeiro desde a década de 30.
O fundo adquiriria papéis podres de instituições financeiras com atuação significativa no mercado dos Estados Unidos, de acordo com a BBC Brasil,. São considerados papéis podres títulos que perderam excessivamente seus valores e são considerados “micados” no jargão do mercado financeiro.