Em seu programa de rádio Café com Presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço das atividades do programa Bolsa-Família, nesta segunda-feira. Ele disse que a meta é atender 8,7 milhões de famílias até o final do ano.
- Nós já chegamos a 100% dos municípios brasileiros. Estamos atendendo, em outubro, oito milhões de famílias e estamos, com esse programa, comprometidos a chegar dia 31 de dezembro com 8,7 milhões famílias sendo atendidas - disse.
O presidente lembrou que o Bolsa-Família faz parte do programa Fome Zero, que em dois anos recebeu investimentos de R$ 27 bilhões. O programa integra ações federais, além de estados, municípios e sociedade civil. "O povo brasileiro tem consciência de que através do Bolsa-Família estamos permitindo que pessoas que não tinham acesso a nada agora comecem a ter acesso àquilo que é básico para a sobrevivência da família brasileira", afirmou.
Lula disse que o programa, além de permitir o acesso ao alimento, garante a freqüência das crianças à escola e o acompanhamento médico de mães e gestantes. E destacou o sucesso do programa: "certamente é um programa exitoso e será mais exitoso ainda quando estiver sendo utilizado por outros países, sendo colocado em prática. E que a gente possa, finalmente, garantir que todo ser humano está, no mínimo, tendo três refeições por dia", disse.
Leia trechos do programa Café com o Presidente
- Bom dia amigos em todo o Brasil, eu sou Luiz Fara Monteiro e começo mais uma edição do Café com Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Bom dia, presidente.
- Bom dia, Luiz.
- Presidente, o senhor recebeu da FAO, que é o órgão das Nações Unidas que cuida da agricultura e alimentação, a medalha agrícola, uma distinção concedida às pessoas que lutam contra a fome e a miséria no mundo. Como é que o senhor vê esse reconhecimento externo do programa Bolsa-Família?
- Eu acredito que as pessoas que trabalham com o combate à pobreza no mundo inteiro têm dimensão da grandiosidade do programa Bolsa-Família. Primeiro, é um programa que reconhece a mulher. O dinheiro vai de forma prioritária para a mãe. Eu penso que não existe ninguém na face da terra, nem governo, nem justiça, que possa cuidar melhor dos filhos do que uma mãe. Portanto, é um programa exitoso também por isso. E a ONU e a FAO reconhecem o programa porque são instituições que conhecem como é a pobreza no mundo, sobretudo na América Latina, sobretudo nos países africanos. Essas pessoas têm dimensão do problema.
- Existem alguns programas estruturantes, presidente, que acompanham o Bolsa-Família. Quais são os principais programas e como está a execução deles?
- Olha, tem programas muito importantes. Por exemplo, o programa da Agricultura Familiar. Nós estamos destinando para financiamento da safra 2005/2006, R$ 9 bilhões. Outro programa importante é o programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar. Nós já gastamos R$ 461 milhões. Ou seja, o que que nós fazemos? Na verdade, nós garantimos ao pequeno produtor que, se ele produzir e o preço no mercado estiver muito barato, o governo compra, para que a pessoa não sofra o prejuízo. Ao mesmo tempo, nós temos o Programa do Leite, sobretudo para que a gente possa ajudar aquele pequeno criador de gado que tem três vaquinhas, que tem duas, que tem quatro e que tira, no máximo, cem litros de leite. Nós estamos comprando para garantir um preço bom para ele, para poder distribuir esse leite, para ajudar as pessoas que estão em situação, eu diria, de subnutrição. E distribuímos o leite para atender 2,6 milhões de pessoas. Essa é uma coisa extremamente importante porque nós ajudamos a dinamizar a economia na localidade, a economia na cidade pequena.
- O senhor falava da agricultura familiar e nessas pequenas cidades do interior onde não tem indústria, não tem emprego, a agricultura familiar é a maior sol