Após um mês de um maio positivo para a bolsa brasileira, junho entrou com ganhos ainda maiores para os títulos de renda variável interna. O bom desempenho das bolsas norte-americanas impulsionou o Ibovespa, puxado pelas blue chips produtoras de commodities e fechou o pregão em alta de 2,42% - no terceiro dia consecutivo de lucros. Aos 54.486 pontos, o índice atingiu o maior patamar desde o dia 1 de setembro do ano passado.
Wall Street ofereceu o cenário de melhora na economia e o noticiário envolvendo o setor automotivo local ajudaram a impulsionar aos ganhos nas bolsas. A GM deu entrada em pedido de recuperação judicial com base no capítulo 11 do código de falências dos EUA, porém, a notícia parece não ter preocupado os investidores. O noticiário internacional também pontuou a intenção de a montadora fechar algumas de suas concessionárias.
No panorama interno, os investidores buscaram as principais blue chips do mercado, que dispararam diante da expressiva elevação no valor das commodities no mercado internacional. A Vale voltou a ser alvo de especulações acerca do reajuste no preço do minério de ferro junto a siderúrgicas asiáticas e a Petrobras comunicou a Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a descoberta de vestígios de petróleo no bloco ES-T-364, em alto-mar.