Rio de Janeiro, 23 de Agosto de 2026

Bolívia: eleitores já decidiram futuro de Evo Morales

Segundo os resultados preliminares do referendo na Bolívia, os cidadãos recusaram ao presidente Evo Morales de se candidatar

Segunda, 22 de Fevereiro de 2016 às 09:42, por: CdB

Dois dias atrás, os líderes da empresa espanhola Repsol e boliviana YPFB anunciaram a existência de duas novas jazidas de gás na Bolívia, o que faz  aumentar as reservas de gás do país em 40%

  Por Redação, com agências internacionais - de La Paz:   Segundo os resultados preliminares do referendo na Bolívia, os cidadãos recusaram ao presidente Evo Morales de se candidatar à presidência pela quarta vez.
Cerca de 64,7% dos eleitores votaram contra as emendas constitucionais que permitiriam ao presidente ser reeleito. A favor votaram 35,3%.
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Segundo os resultados preliminares do referendo na Bolívia, os cidadãos recusaram ao presidente Evo Morales de se candidatar à presidência pela quarta vez

Assim, mais um país saiu do rumo da esquerda, depois da Argentina, Uruguai e Venezuela. No entanto, Evo Morales difere dos ex-líderes destes países porque tem ainda um apoio considerável do seu povo: nas eleições de 2014 ele venceu convincentemente no primeiro turno, ganhando 61% dos votos.

Entretanto, o referendo não significa que a época de Morales está a acabando, ele manterá o cargo presidencial até 2019, mas sem possibilidade de reeleição.Agora o presidente tem duas opções: assumir a derrota e aceitar a vontade do povo ou cancelar os resultados sob qualquer pretexto. Tendo em conta o interesse da Bolívia na participação europeia da exploração das jazidas de gás, a variante do cancelamento dos resultados é pouco provável.
Dois dias atrás, os líderes da empresa espanhola Repsol e boliviana YPFB anunciaram a existência de duas novas jazidas de gás na Bolívia, o que faz  aumentar as reservas de gás do país em 40%. Mais de 6,5 milhões de cidadãos bolivianos foram às urnas no domingo para votar em um referendo constitucional para decidir se o presidente Evo Morales, no poder desde 2006. O presidente é acusado de usar sua influência política para que uma ex-namorada conseguisse emprego em uma multinacional chinesa que já assinou pelo menos sete contratos milionários com o governo boliviano, entre eles a construção de uma mina de potássio no Salar de Uyuni. Morales nega as acusações de tráfico de influência. A reforma constitucional que pode permitir um novo mandato a Morales foi proposta por organizações sociais e indigenas ao Parlamento boliviano. A reforma consiste em uma mudança na redação do Artigo 168 da Constituição para que o presidente possa se candidatar duas vezes à reeleição de maneira contínua, e não apenas uma vez, como prevê atualmente.  
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