Segunda, 22 de Fevereiro de 2016 às 09:42, por: CdB
Dois dias atrás, os líderes da empresa espanhola Repsol e boliviana YPFB anunciaram a existência de duas novas jazidas de gás na Bolívia, o que faz aumentar as reservas de gás do país em 40%
Por Redação, com agências internacionais - de La Paz:
Segundo os resultados preliminares do referendo na Bolívia, os cidadãos recusaram ao presidente Evo Morales de se candidatar à presidência pela quarta vez.
Cerca de 64,7% dos eleitores votaram contra as emendas constitucionais que permitiriam ao presidente ser reeleito. A favor votaram 35,3%.
Segundo os resultados preliminares do referendo na Bolívia, os cidadãos recusaram ao presidente Evo Morales de se candidatar à presidência pela quarta vez
Assim, mais um país saiu do rumo da esquerda, depois da Argentina, Uruguai e Venezuela. No entanto, Evo Morales difere dos ex-líderes destes países porque tem ainda um apoio considerável do seu povo: nas eleições de 2014 ele venceu convincentemente no primeiro turno, ganhando 61% dos votos.
Entretanto, o referendo não significa que a época de Morales está a acabando, ele manterá o cargo presidencial até 2019, mas sem possibilidade de reeleição.Agora o presidente tem duas opções: assumir a derrota e aceitar a vontade do povo ou cancelar os resultados sob qualquer pretexto. Tendo em conta o interesse da Bolívia na participação europeia da exploração das jazidas de gás, a variante do cancelamento dos resultados é pouco provável.
Dois dias atrás, os líderes da empresa espanhola Repsol e boliviana YPFB anunciaram a existência de duas novas jazidas de gás na Bolívia, o que faz aumentar as reservas de gás do país em 40%.
Mais de 6,5 milhões de cidadãos bolivianos foram às urnas no domingo para votar em um referendo constitucional para decidir se o presidente Evo Morales, no poder desde 2006.
O presidente é acusado de usar sua influência política para que uma ex-namorada conseguisse emprego em uma multinacional chinesa que já assinou pelo menos sete contratos milionários com o governo boliviano, entre eles a construção de uma mina de potássio no Salar de Uyuni. Morales nega as acusações de tráfico de influência.
A reforma constitucional que pode permitir um novo mandato a Morales foi proposta por organizações sociais e indigenas ao Parlamento boliviano. A reforma consiste em uma mudança na redação do Artigo 168 da Constituição para que o presidente possa se candidatar duas vezes à reeleição de maneira contínua, e não apenas uma vez, como prevê atualmente.
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