Rio de Janeiro, 23 de Janeiro de 2026

Bolívia comemora compra de refinarias da Petrobras com festa

Governo boliviano decretou um dia de comemoração, neste sábado, pela compra das refinarias de Gualberto Villaroel e Guillermo Elder Bell, que foram adquiridas da Petrobras quinta-feira por US$ 112 milhões.(Leia Mais)

Sexta, 11 de Maio de 2007 às 13:08, por: CdB

O governo boliviano decretou um dia de comemoração neste sábado nas cidades de Santa Cruz e Cochabamba pela compra das refinarias de Gualberto Villaroel e Guillermo Elder Bell, que foram adquiridas da Petrobras quinta-feira por US$ 112 milhões.

O diretor nacional de Comunicação do governo boliviano, Gastón Núñez, disse que o presidente do país, Evo Morales, deve visitar as duas refinarias durante a comemoração neste sábado.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, o valor foi o apresentado pela estatal brasileira em proposta enviada ao país vizinho na última segunda-feira. A venda vinha sendo negociada desde a última quarta-feira.

Um grupo a ser formado por representantes da Petrobras e da estatal boliviana YPFB irá discutir a transição de comando das refinarias. A Petrobras se comprometeu em dar "apoio total" à Bolívia neste processo, inclusive na transferência de tecnologia, disse Rondeau.

As duas instalações da Petrobras, uma em Cochabamba e a outra em Santa Cruz, foram vendidas pelo Estado boliviano em 1999, numa licitação, por US$ 104 milhões --desde então, a Petrobras investiu mais US$ 30 milhões em modernização.

As unidades são as duas maiores que operam no país vizinho e processam cerca de 40 mil barris de petróleo por dia. Para o Brasil, porém, os negócios por lá representam 0,3% do total.

A estatal brasileira decidiu vender 100% das refinarias depois da assinatura de um decreto pelo presidente boliviano, no último domingo, que afetou o fluxo de caixa da Petrobras na atividade de refino na Bolívia. Até então, apesar da nacionalização anunciada por Morales, a empresa ainda cogitava permanecer no país como parceira do governo vizinho.

O decreto concedeu à YPFB o monopólio da exportação do petróleo reconstituído e das gasolinas "brancas" produzidos pelas refinarias do país.

Após muito impasse acerca de qual seria o "preço justo" a ser pago pela Bolívia, a estatal brasileira apresentou, na última segunda-feira, uma proposta final para fechar o negócio.

Na quarta-feira, representantes da Petrobras, do governo boliviano e da YPFB iniciaram as conversas em La Paz para esclarecer os termos do texto, debates que terminaram nesta quinta com a assinatura de um acordo.

Caso não houvesse consenso, a Petrobras e o próprio governo brasileiro tinha declarado que recorreria à arbitragem internacional.

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