Sete em cada 10 argentinos dizem estar dispostos a realizar um "boicote" contra a companhia petrolífera anglo-holandesa Shell, em protesto contra o aumento de preços, segundo uma pesquisa.
O estudo, realizado pela empresa de consultoria Aresco, mostrou ainda que cerca de 80% dos argentinos estão dispostos a comprar combustível em outro posto de gasolina que não seja Shell, que assim como a companhia petrolífera Esso aumentou há uma semana os preços dos combustíveis, o que desatou um conflito com o governo argentino.
A pesquisa mostra também que 72,1% das pessoas concordam "com o boicote incentivado pelo presidente", Néstor Kirchner, e 16,6% se disseram contra a proposta.
Segundo a pesquisa, divulgada hoje pela agência estatal Télam, 58,3% disseram que é "bom que tenha sido o próprio presidente" que convocou o boicote, embora 30,1% tenham considerado que não foi uma atitude "adequada" de Kirchner. Além disso, para 55,8% dos habitantes da Argentina a convocação de Kirchner é "responsável".
Os aumentos aplicados pela Shell chegam a 4,2% nos preços dos combustíveis. O aumento da Esso ficou entre 2,1 e 3,5% . Além de convocar um "boicote nacional", Kirchner pediu na semana passada que os consumidores não comprem artigos cujos preços aumentaram.