Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Boca é campeão mundial de clubes

O Boca Juniors venceu o Milan por 3 a 1, nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal, e conquistou o título do Mundial Interclubes, disputado neste domingo, em Yokohama, no Japão. Abbondanzieri, goleiro do Boca, foi o destaque da partida ao defender as cobranças de pênalti de Pirlo e Costacurta. (Leia Mais)

Domingo, 14 de Dezembro de 2003 às 09:16, por: CdB

Dessa vez não deu para o goleiro brasileiro Dida. Na decisão do Mundial Interclubes, a estrela maior foi o argentino Abbondanzieri, que garantiu a vitória por 3 x 1 sobre o Milan, nos pênaltis, e deu o título mundial ao Boca Juniors, neste domingo, em Yokohama, no Japão.

O jogo terminou empatado em 1 x 1 no tempo normal e foi para a prorrogação. Após nova igualdade, vieram os pênaltis. O goleiro do Boca se destacou, pegou duas cobranças e garantiu o terceiro título à sua equipe, que junta-se ao próprio Milan, ao Real Madrid e aos uruguaios Peñarol e Nacional, que também têm três conquistas.

Para alcançar a marca, a equipe argentina teve trabalho. Os 90 minutos regulamentares foram muito disputados, com boas oportunidades dos dois lados. Os brasileiros Kaká, pelo Milan, e Iarley, pelo Boca, foram figuras importantes para suas equipes, responsáveis por algumas das melhores oportunidades.

Quem abriu o marcador foi o dinamarquês Tomasson, substituto de Inzaghi, que começou o jogo no banco de reservas. Aos 24 min, Pirlo fez lançamento para a área, Shevchenko deixou a bola passar e o parceiro ficou livre para marcar, na cara de Abbondanzieri.

A festa européia durou apenas quatro minutos, tempo que o Boca precisou para chegar ao empate. Cascini avançou pelo meio e levantou na área para Iarley, que bateu para difícil defesa parcial de Dida. Dounet pegou o rebote e bateu para o gol vazio.

Na seqüência, aos 30 min, Kaká teve ótima chance de desempatar o jogo, mas não contou com a sorte. Numa bola rebatida pela defesa, o jovem brasileiro arriscou chute da entrada da área e acertou a trave esquerda de Abbondanzieri.

A etapa final foi menos movimentada, sem oportunidades claras de gol. A melhor chance foi dos milaneses, aos 19 min. Pirlo lançou para a área em busca de Inzaghi, mas o italiano não dominou e o goleiro argentino saiu bem do gol. O Boca respondeu com Tevez, aos 47 min, num chute da entrada de área rente ao travessão de Dida.

O jogo foi para a prorrogação, com Gol de Prata. Se uma equipe marcasse, o jogo seguiria até o encerramento da primeira etapa. Caso persistisse a vantagem, o time seria campeão. Se houvesse novo empate, quem marcasse um gol no segundo tempo seria campeão.

O Boca esteve mais ativo na primeira etapa, mas não o bastante para levar perigo ao gol de Dida. Na etapa final, o Milan foi melhor. Logo a 1 min, Shevchenko recebeu passe de Pirlo, matou no peito e chutou para boa defesa do goleiro. Depois, aos 10 min, Inzaghi chegou a marcar, após falta cobrada por Pirlo, mas o árbitro marcou impedimento. Aos 13 min, bate-rebate na área, e Schiavi chutou por cima a última chance do Boca.

Na decisão por pênaltis, Pirlo, Seedorf e Costacurta perderam para o Milan; apenas Rui Costa marcou. Pelo Boca, Battaglia errou, mas Schiavi, Donnet e Cassini marcaram e fizeram a festa da. torcida argentina.

MILAN (1) 1 X 1 (3) BOCA JUNIORS

Milan
Dida, Cafu, Maldini, Costacurta e Pancaro; Gattuso (Ambrosini), Pirlo, Seedorf e Kaká (Rui Costa); Tomasson (Inzaghi) e Shevchenko
Técnico: Carlo Ancelotti

Boca Juniors
Abbondanzieri, Perea, Schiavi, Burdisso e Rodríguez; Battaglia, Cascini, Cagna e Donnet; Iarley e Schelotto (Tevez).
Técnico: Carlos Bianchi

Data: 14/12/03
Local: Estádio Internacional de Yokohama, no Japão
Arbitragem: Nikolai Ivanov (RUS)
Cartões amarelos: Perea, Kaká, Cafu e Rui Costa
Gols: Tomasson aos 24 min e Dounet aos 28 min do primeiro tempo

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