Domingo, 07 de Setembro de 2014 às 12:17, por: CdB
O ministro da Secretaria-Geral da República, Gilberto Carvalho criticou a proliferação de boatos na campanha eleitoral
Pouco antes de deixar o cargo para integrar a campanha da presidenta Dilma Rousseff à reeleição, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, classificou como “boataria” as denúncias de envolvimento de parlamentares da base aliada em um suposto esquema de pagamento de propina na Petrobras. Segundo, o ministro, as acusações têm caráter eleitoreiro.
– Não posso tomar como denúncia contra a base aliada uma boataria de um vazamento sobre um procedimento que não sei qual é. Só vamos falar depois que houver o inteiro teor das denúncias. Estão tentando usar a notícia de delação premiada para, no desespero, mudar o rumo da campanha. O vazamento é sempre condenável – disse ao final do desfile de 7 de Setembro.
Para Carvalho, só após a confirmação das denúncias o governo fará a apuração do caso.
– As apurações serão feitas como sempre ocorreram – afirmou.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lembrou que o inquérito corre em sigilo, mas que as apurações estão sendo feitas.
– É importante que se faça a investigação e se esclareça. O inquérito corre em sigilo, portanto não se pode fazer nenhuma valoração a respeito. A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público, está fazendo as apurações dentro daquilo que a lei determina – disse.
Denúncias publicadas na revista semanal de ultradireita Veja desta semana afirmam que o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa revelou, por meio da delação premiada, nomes de mais de 30 pessoas, entre parlamentares, ministros e ex-governadores que teriam participado do esquema. Os políticos teriam recebido 3% de comissão sobre o valor dos contratos da Petrobras durante a gestão de Paulo Roberto, que está preso desde junho.
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