Rio de Janeiro, 18 de Agosto de 2026

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Quarta, 26 de Janeiro de 2011 às 12:35, por: CdB

As más é que três pessoas foram mortas no Cairo durante os atos de protestos realizados nessa 3ª feira pró-derrubada do presidente do Egito Hosni Mobarak. As boas é que milhares de egípcios tomaram as ruas da capital, de Alexandria, Ismailiya, e de várias cidades do delta do Nilo, das margens do Canal de Suez e do norte do Sinai para protestar e exigir a demissão de Mubarak, no poder há trinta anos.

O Egito tem eleições presidenciais marcadas para um futuro próximo, mas Mubarak já decidiu que será sucedido por um filho. Num indiscutível "efeito Tunísia" - país do Norte da África que derrubou outra ditadura há pouco mais de uma semana - as manifestações converteram em um sucesso esta 3ª feira, proclamada como "dia de rebelião contra a tortura, a pobreza, a corrupção e o desemprego".

Os protestos são  convocadas por um grupo que milita pela democracia, o "Movimento de 6 de abril", e por outras organizações próximas. Todo apoio as manifestações no Egito.

Mas é sempre bom e imprescíndivel lembrar que as ditaduras e governos como os de Hosni Mubarak - e as que o antecederam, como as de Anuar Sadat, Gamal Abdel Nasser e uma decrépita monarquia - não existiriam e não se manteriam no poder não fosse o apoio dos Estados Unidos.

Mubarak, criação típica da diplomacia norte-americana


Hosni Mubarak é uma criação típica da diplomacia e da política norte-americana. Em tudo o que fez - e põe repressão, violência, corrupção e autoritarismo nisso - ele sempre foi apoiado e financiado por Washington que armou e modernizou suas Forcas Armadas e sua polícia.

Esta mesma que agora é usada contra o povo, dentro da estratégia dos EUA de isolar e cercar a resistência palestina e a oposição às ditaduras teocráticas e militares no Oriente Médio. É parte da tática norte-americana de sustentar a política expansionista e sionista que predomina em Israel e tem levado cada vez mais essa região ao impasse e a radicalização política e militar.

Basta ver o êxito do Hamas na Palestina, em pleito anterior, e o resultado da sucessão de manobras no Líbano no último fim de semana: o Hizbollah acaba de conseguir uma expressiva vitória eleitoral e política.

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